About

Mostrando postagens com marcador literatura estrangeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura estrangeira. Mostrar todas as postagens

Resenha: "Entre Mundos", de Brenna Yovanoff

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Entre Mundos"Entre Mundos"
Título Original: "The Space Between"
Autor: Brenna Yovanoff
Tradução: Sibele Menegazzi
Editora: Bertrand Brasil / Razorbill
Lançamento: 2013 / 2011
392 / 363 páginas

*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2

"Depois do enorme sucesso de O substituto, Brenna Yovanoff, no esperado Entre mundos, envereda novamente pelo gênero fantástico, tendo sempre como pano de fundo um mundo nebuloso e personagens sombrios. Os romances da autora já ultrapassaram a marca de um milhão de cópias vendidas no mundo, figurando sempre nas listas de mais vendidos dos EUA e da Grã-Bretanha.
A protagonista Daphne vive em Pandemonium desde que nasceu e sempre se sentiu excluída, um peixe fora d’água. Mesmo sendo filha de Lúcifer e Lilith, a mulher mais poderosa do inferno, a menina sempre teve o desejo de uma vida diferente da de suas irmãs, que se alimentam do sofrimento humano. Já seu irmão, Obie, que se dedica a salvar espíritos desvirtuados na Terra, é um ídolo e a esperança de Daphne para mudar de vida. Quando Obie é raptado, Daphne foge para a Terra para resgatá-lo e tentar encontrar seu verdadeiro caminho. Ela só não imaginava conhecer o misterioso e desprotegido Truman."

"Tempo.A força mais imensa e básica em Pandemonium é o tempo, o cessar do tempo, o congelamento do tempo.Conheço-o como conheço os poemas épicos e os algoritmos - como informações que absorvemos e memorizamos.Mas não o conheço como as pessoas na Terra, que nascem com ele e estão presos a ele.Lá, pais se tornam avós, depois viúvos e cadáveres.Crianças crescem.Aqui, é como se o tempo não existisse; apenas a distância, espalhando-se infinitamente, e cada momento que perdemos pensando poderia ser uma na Terra."(pág. 61)

O segundo livro da Brenna lançado aqui no Brasil é "The Space Between", ou como foi traduzido: "Entre Mundos", o estilo do livro é o mesmo de "O Substituto", sobrenatural fantástico, começa em Pandemonium(ou Inferno) e conta sobre Daphne e na Terra sobre Obie, e a narrativa vai se alternando entre 1ª pessoa com ela e 3ª com ele, que é o adolescente problema, sua mãe morreu e isso ajuda nesse comportamento, ele já quase morreu numa tentativa de suicídio e somado a isso vive no meio de bebidas e depressão e ao pouco vai acabando com sua vida, o cenário(além de Pandemonium) é Las Vegas.

"Os flocos continuam caindo, pousando no meu rosto onde pinicam, quentes, e depois viram água.E, num rompante de alegria percebo que sei o que é aquilo.Pela primeira vez na vida, estou vendo neve."(pág. 122)

A narrativa se passa boa parte sendo uma busca/viagem pelo irmão de Daphne, e muitas vezes você se pega aflito de preocupação e até sentindo um pouco da angústia da personagem, porque coloque-se no lugar, o irmão pode estar morto ou quase e deve ser horrível esse sentimento de não saber, mas enfim, outra característica presente na história é essa obsessão que a autora tem com ferro e metal, em "O Substituto" era bem maior, mas nesse ela dosou um pouco, colocando algumas vezes durante o enredo, e cita várias vezes a característica marcante de Daphne: a menina do cabelo preto.
Um mito inserido na história é o de "Adão e Eva", mas aqui a autora coloca que antes de Eva, Adão se relacionou com uma demônio.Confira um pouco dessa curiosidade e desse assunto polêmico abaixo:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgp5DfR8UOStFmZRhKHLykISkx60h-Z60u7aQG77DifTfCzHOI_C9jGqF80sw1Vgzzpge2oPw30R6Eg6w5hZu1Ubcnjk3pgQdnlfld27adaxq3kg4hApOYNGVM8S56UBcyAd9zQ6h7Yo5qW/s400/Lilith+Sixtina.jpg

"Lilite ( comumente o anglicanismo Lilith) é um demônio feminino da mitologia Babilônica que habitava o inferno, acredita-se também que Lilith foi o primeiro demônio criado por Lúcifer. Esta é referida em diversos textos antigos sendo o mais notável o Antigo Testamento.
Lilith é também referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai 81: 455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. Esta afirmação de que Lilith foi a predecessora de Eva, no entanto, surge apenas pela primeira vez no Alfabeto de Ben-Sira composto por volta do Século VII, sendo que nunca antes havido existido esta conexão a Adão e Eva nem tão pouco à Criação.
Mais recentemente, esta história tem sido cada vez mais adotada sendo até discutida se é ou não contada na Bíblia."
Fonte: Wikipédia

"Amor.A palavra faz com que eu me sinta incomodada, como se algo movesse sob minha pele.Não estou cheia de amor nenhum, mas não lhe digo isso.Amor é para pessoas com alguma dose de humanidade.É para outros."(pág. 174) 

Apesar de ter gostado da leitura eu esperava um pouco mais dessa segunda obra da autora, outro ponto é que não é citado sobre a morte do pai de Obie, se fala sobre a da mãe mas não tem informações sobre o pai.
A edição do livro é brochura tradicional da Bertrand, a capa é emborrachada como em "Morte Súbita", "Fallen", etc e detalhes em verniz, eu queria muito que tivessem mantido a capa original, não gostei muito dessa, eu tenho um pouco de aversão à livros com rostos, esse não ficou muito feio, mas aqueles arasbescos prateados e o fogo não se relacionaram muito bem com o resto da capa, em minha opinião, abaixo a capa original.
Recomendo à todos a leitura, é uma aventura imperdível da autora de "O Substituto"(RESENHA AQUI!), acompanhe a autora e seu estilo único, corre conhecer mais sobre o universo dos demônios!

"-A tristeza pode ter várias aparências diferentes.Você não precisa chorar nem fazer escândalo para provar que está triste.Eu reconheço tristeza quando a vejo."(pág. 298)

A Autora:

Foto -Brenna Yovanoff
Brenna Yovanoff pensava que, quando crescesse, se tornaria editora. Embora tenha descoberto que estava enganada, ela não se arrepende dos seus dias como leitora de manuscritos não solicitados nem do fato de ter memorizado grandes trechos do The Chicago Manual of Style. Seus contos aparecem em Chiaroscuro e Strange Horizons. Ela possui mestrado em escrita criativa pela Universidade do Estado do Colorado e atualmente vive em Denver. O Substituto é seu primeiro romance.
PLAYLIST:

-"No Light, No Light", Florence + the Machine
-"Menina Veneno", Ritchie
-"Seven Devils", Florence + the Machine
-"Stardust", Frank Sinatra
-"Everybody Wants to Rule the World", Lorde Version(Artic Monkeys)
-"The Next Day", David Bowie
-"Why'd You Only Ever Call Me When You're High?", Arctike Monkeys

Resenha: "O Julgamento de Gabriel", de Sylvain Reynard

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Julgamento de Gabriel"O Julgamento de Gabriel"(O Inferno de Gabriel #2)
Título Original: "Gabriel's Rapture"(Gabriel's Inferno #2)
Autor: Sylvain Reynard
Tradutor: Fabiano Moraes
Editora: Arqueiro / Penguin Berkley
Lançamento: 2013 / 2012
384 / 386 pág.s
*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2

"Eles estão vivendo uma paixão arrebatadora. Mas muitas pessoas são contra esse amor. Gabriel Emerson e Julia Mitchell se conheceram há muito tempo, quando ela ainda era adolescente, numa noite mágica e confusa. Mas, apesar de todo o sentimento que nasceu entre eles, no dia seguinte seus caminhos se separaram. Anos depois eles se reencontraram quando Julia começou o mestrado na Universidade de Toronto. Gabriel era um professor enigmático, sedutor e muito arrogante que a atormentava e perseguia. No entanto, o que mais fazia Julia sofrer era ele não se lembrar dela. Mas nem mesmo o insensível Gabriel é capaz de resistir à profunda conexão que existe entre eles e logo os dois embarcam numa tórrida paixão proibida. Com o fim do semestre e do curso ministrado por Gabriel, eles deixam de ser professor e aluna e enfim estão livres para viver seu amor. Ou pelo menos era o que pensavam. Após uma viagem romântica para a Itália, durante a qual Gabriel ensina a Julia todos os mistérios do prazer e, em troca, aprende com ela o significado do amor verdadeiro, os dois veem seus sonhos ameaçados. Duas denúncias junto ao Comitê Disciplinar da Universidade põem em risco o emprego de Gabriel e a carreira brilhante e promissora de Julia. Será que o professor vai ceder às ameaças ou irá lutar até o fim por sua amada? Será que essa paixão conseguirá resistir a um julgamento implacável? Na apaixonante sequência de “O inferno de Gabriel”, Sylvain Reynard constrói uma bela história de amor, da qual os leitores jamais se esquecerão."



   "O julgamento de Gabriel" era um livro que eu confesso que estava um tanto, como poderia dizer, cautelosa em ler. Não por falta de vontade ou coisa do tipo, porque o primeiro livro foi algo excepcional e não teria como esse encanto e a escrita maravilhosa não serem passados para a sua sequência, mas o que causava a minha cautela nada mais era do que uma espécie de paradigma que eu achei já estar intrínseco em trilogias. 
   Que paradigma me refiro vocês me perguntam? 
   Bem, o fato é que a maioria de trilogias ou sagas que li até hoje, seguem o seguinte parâmetro: o primeiro livro é a introdução a história, acontece um determinado conflito e logo depois uma solução, fazendo com que assim o primeiro livro acabe tudo perfeitamente bem. E ai que entra o papel do segundo livro, a sequência! A sequência tem como papel acabar com tudo! 
   Exatamente! Tudo que estava completamente perfeito no primeiro já era no segundo. O conflito volta ainda pior, os principais brigam, chegamos até a ficar com raiva extrema do personagem preferido e o rumo da história da vontade de arremessar o livro pela janela (só vontade, fazer jamais, livros são coisas preciosas minha gente!)! 
   É por isso que sou sempre cautelosa com qualquer "segundo livro" de trilogias ou sagas, porque eu tenho que estar com um espírito muito calmo e sereno (coisa rara!) para não sair aos berros e amaldiçoando personagens e autor. 
   Agora é o momento que vocês perguntam o porque dessa enrolação.
   Porque? 
   Porque eu levei um belo de um tapa na cara com "O julgamento de Gabriel"!
   Isso mesmo minha gente! Claro que eu achei que mesmo assim seria uma leitura muito prazerosa, porque convenhamos: Sylvain Reynard escreve como ninguém (só perde pra minha musa Jane Austen kkk), mas ainda assim achei que seguiria o meu chamado "padrão segundo livro" e de certo modo ele seguiu. 
   Até um certo ponto. 
   No começo as coisas estão as mil maravilhas, seguindo o mesmo clima do final do primeiro livro. Julia e Gabriel estão vivendo noites calientes na Itália e fazendo eternas juras de amor. Um curando os medos do outro e fazendo com que nós leitoras sonhássemos estar no lugar da sortuda da Julia. 
   Tudo ótimo e lindo, um mar de rosas, até eles voltarem e a universidade ter descoberto o caso deles (com a ajuda de pessoas bem invejosas e mau amadas devo acrescentar, mas sem mencionar nomes para não estragar a leitura, não é kk). 
   Desespero total! 
   Então acontece o efeito e tudo que era lindo desmorona: confusão, pessoas não querendo que o casal fique junto, um tentando salvar o outro da desgraça eminente e finalmente... a separação. 
   E Gabriel quase (quase!) me fazendo odiá-lo e querer queimar o livro no fogão mesmo!
   Fiquei pensando que tudo se acertaria apenas no terceiro livro, mas eu ainda tinha muitas páginas para ler (graças a Deus!). 
   E é com grande maestria que Sylvain narra a vida de Gabriel e Julia separados. O sentimento de perda de um para o outro é passado de um jeito magnífico e simplesmente perfeito, nos fazendo ansiar cada vez mais para ambos se reencontrem e torcendo por uma reconciliação. 
   Esse livro me fez pensar que não são necessárias 300, 400 páginas ou um livro todo para mostrar a angústia e tristeza decorrentes da separação, mas que um certo número diminuto de páginas escrito do jeito certo e pela pessoa certa pode passar o sentimento perfeitamente bem e tornar a sensação quase real para o leitor.
   "O julgamento de Gabriel" é com certeza uma leitura muito peculiar, ele tem os seus momento de sensualidade na dose certa, nada que fique excepcionalmente pornográfico ou coisa do tipo, momentos de romance que faz com que fiquemos com inveja da Julia, demonstrações de como sem que percebamos há pessoas, as vezes muito perto de nós, que querem e até planejam a nossa infelicidade.
   É um livro que proporciona a vivencia de muitos sentimentos. 
   Houve um momento inclusive em que eu até chorei. Não de chorar incansavelmente, isso não, mas dos olhos marejarem e uma ou duas lágrimas escorrem. E não havia como ser de outra maneira, pois é um momento único do livro em que Gabriel vive uma experiência em que ele não sabe se foi sonho, se foi algo sobrenatural, benção divina... mas é inegável que é um "encontro" lindo e uma espécie de libertação para alguém como Gabriel que acredita ser um demônio com nome de anjo (sinto muito, mas não vou contar spoilers, não vou passar disso e nem explicar mais perfeitamente porque acredito que esse trecho deve ser lido e interpretado por cada um. Uma surpresa para os curiosos.).
   Quando eles, Julia e Gabriel, se reencontram finalmente e ele conta todo o motivo de ter feito as coisas do jeito que fez não há como não notar como ele mudou ao longo da história, depois de conhecer Julia. De egoísta, egocêntrico, grosso e sei la mais quantos defeitos para um homem que fez e faria de tudo para que sua amada seja feliz, mesmo que seja vê-la com outro. 
   Surpreendente. Simplesmente. 
   E o meu tapa na cara foi ao fechar o livro. Tudo se bagunçou como eu imaginava, mas também tudo se arrumou de uma maneira extraordinária, o que me faz pensar: qual será o segredo de "A redenção de Gabriel"? 
   Todos os problemas foram resolvidos, o casal está mais do que feliz, os traumas todos superados e Gabriel totalmente mudado. 
   Então quais os segredos que Sylvain Reynard está guardando para o terceiro e último livro? 
   Fui deixada totalmente no escuro, sem saber o que pensar. 
   E adorei ser surpreendida desse jeito! 
   Não tenho nem ideia sobre o que vai acontecer, o que me faz dar mais assas a minha imaginação e isso é uma ótima coisa. 
   É sem dúvidas uma leitura que eu recomento muito, devorei o livro e mesmo assim não o fiz mais rápido porque as provas da faculdade não deixaram, porque de outro modo eu não teria nem mesmo dormido e terminado o quanto antes. 
   Só posso esperar o final dessa linda história com muita, mas muita, expectativa! 
   Leiam gente! 
   E meninas, sonhem com o Gabriel! 

   Kissus da Jess! >.<

Jéssica  Paloma (eu, prazer) é resenhista do blog (livros *-*), ela está no 2º ano de Educação Física na UNICAMP (não tá fácil não galera >.<), adora ler livros (você disse LIVROS? *-*) e mangás, assistir animes, dança e a arte no geral.


Resenha: "Os Portões", de John Connolly

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Os Portões"Os Portões"(Samuel Johnson #1)
Título Original: "The Gates"(Samuel Johnson #1)
Autor: John Connolly
Tradutor: Dênia Sad
Editora: Bertrand Brasil / Atria Books
304 / 290 páginas
Lançamento: 2013 / 2009
*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2

"Como todas as suas obras voltadas para o público jovem, John Connolly, em Os portões, apresenta uma história extremamente criativa, com uma linguagem típica dos jovens e várias citações literárias importantes, desde São Tomás de Aquino até a teoria quântica. Como o próprio autor afirma, “um livro precisa, acima de tudo, ensinar às pessoas amar a literatura”. Escrito para um público mais novo do que o de O livro das coisas perdidas, sua obra anterior publicada pela Bertrand, mas, da mesma forma, original, o livro possui várias citações e mensagens subliminares ao longo de toda a trama. Connolly, conhecido por sua criatividade mágica, consegue novamente produzir uma história diferente de todas as demais do gênero. Os portões é uma narrativa divertida e mágica de um menino de 11 anos que, ao lado dos dois melhores amigos e seu cachorro, precisa evitar que os demônios vindos do inferno dominem o planeta Terra. O título do livro refere-se às portas que se abrem para a saída dessas criaturas malignas. John Connolly mistura fantasia, humor e ciência numa história arrebatadora, que prova que aprender também pode ser muito divertido. Com certeza, todo leitor vai se divertir com as notas de rodapé do autor."

"Não eram malvados nem violentos nem cruéis.Eram apenas pessoas entediadas com tempo demais, e esse tipo de gente, no fim das contas, acaba provocando algum dano."(pág. 21)

Oi gente, tudo bom?Desculpe o super sumiço, mas decidi "entrar de férias" e do blog também, e estou dando uma reformulada neste e em breve ele estará bem mais organizado, esta é a primeira resenha do ano, e não podíamos começar melhor, senão com um livro de um autor que adoro e não aguentava mais esperar o lançamento: Sr. Connolly, eu conheci John Connolly pela Bertrand com o livro "O Livro das Coisas Perdidas"(que vocês conferem resenha aqui), que é um que está na lista das minhas melhores leituras, e desta vez é o primeiro volume de uma trilogia de infanto-juvenil misturado com ficção científica e sobrenatural, apesar de não ter gostado tanto como o primeiro que li do autor, posso dizer que foi uma leitura muuuuuito boa.

"Einstein doi um cientista muito famoso, do tipo conhecido até mesmo por quem não sabe nada de ciência.Ele é mais famoso por sua Teoria Geral da Relatividade, em que concluiu que a massa é uma forma de energia, sendo e = mc²(ou energia = massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado), mas ele também tinha senso de humor.Certa vez, disse que todos nós somos ignorantes, mas que cada um de nós é ignorante de um jeito diferente, o que é muito sábio se pensarmos a respeito."(pág. 63)

O livro é narrado em 3ª pessoa, e como disse tem bastante ciência, mas o que gostei foi que o autor não fica do lado nem da ciência e nem da religião, tentando se manter neutro, apenas nas entrelinhas sem apontar diretamente o dedo; a história começa com o menino Samuel(que no começo me lembrou um pouco o menino do filme "Tão Forte, Tão Perto") na escola filosofando e argumentando com o diretor, uma característica do tipo de protagonista que eu gosto, crianças que são inteligentes e insistem em saber, conhecer e pesquisar, e também com o cachorro(lembrei da Baleia de Vidas Secas :'( ), que o acompanha por suas aventuras e assim começa, quando de repente ele vê vizinhos em uma espécie de ritual na casa com número 666 (1º quote), e aí coisas estranhas começam a acontecer.

"Decidiu-se que Timidus deveria ser santificado devido à sua dedicação a evitar coisas ruins e também porque Biddlecombe não tinha nenhum santo na época, e não há nada como um belo santo antiquado para levar os fiéis a um lugar e encorajá-los a gastar dinheiro."(pág. 122)

Um detalhe interessante, meio spoiler , é que neste livro os humanos não são vítimas dos seres e etc, eles reagem e lutam contra os oponentes, e outra coisa legal no livro são as várias notas de rodapé inseridas, ao contrário da maioria dos livros(que muitas vezes é uma chatice parar para lê-las) estas não são cansativas de ler, são divertidíssimas, interessantes e que são relevantes para o entendimento da história, com curiosidades e citações(que também estão no meio da história/2º quote) a figuras históricas, como Carroll, Einsten, Rodin(Portão), e até na ruas como: Poe(Edgar Allan), Lovecraft(H.P.), Blackwood(Algernon).
A narrativa do Connolly é uma das que mais gosto, leve, com um pequeno toque de humanidade e lições desta, conseguindo colocar ciência, mas de um modo simples e entendível; possível spoiler em "Os Portões" um dos lugares onde tem a entrada dos demônios é o Colisor de Hádrons, na Suíça, e ele cria toda uma situação envolvendo cientistas e o menino Samuel(que poderia ter sido melhor aproveitada na história), que é como outra criança qualquer com medos, tristezas e sonhos, e isso que me faz gostar ainda mais do autor, o modo como ele coloca ciência e fantasia em conjunto, se tornando um estilo delicioso de ler, com narrativa ágil, sem enrolações.

"Parece que esse portal tem algumas das características de um buraco negro e outras de um buraco de minhoca .Na teoria, mais uma vez, isso não deveria existir, mas demônios também não deveriam existir, e, apesar disso, um demônio está tomando chá com a gente neste exato momento."(pág.  271)

A edição da Bertrand mantém o estilo do primeiro do autor aqui no Brasil, com relevo imitando couro brilhante, a capa foi mantida como na original na versão de "O Livro das Coisas Perdidas", páginas amarelas e todo o mais, eu tenho ele em inglês/paperback(foto abaixo), só que a capa em uma outra versão; provavelmente a continuação será lançada este ano(The Infernals) e eu não vejo a hora de poder ler!Leiam, pois vale muito à pena, para todas as idades, se divirta com Samuel e seus amigos, os engraçados personagens, desde demônios até os próprios humanos!


PLAYLIST:
-"Mary Jane Holland", Lady Gaga OUÇA AQUI!
-"Evebody Wants to Rule The World, Lorde Version OUÇA AQUI!
-"Atomica", David Bowie OUÇA AQUI!
-"Thriller", Michael Jackson OUÇA/ASSISTA AQUI!

O Autor:

http://www.johnconnollybooks.com/images/john-connolly2-2010-press.jpg
John Connolly nasceu em Dublin, Irlanda em 1968 e já trabalhou como jornalista, barman, funcionário do governo local, garçom, e em loja de departamentos, em Londres. Ele estudou Inglês no Trinity College, Dublin e jornalismo na Dublin City University. Depois passou cinco anos trabalhando como jornalista para o jornal The Times irlandês, para o qual ele continua a contribuir. O Viajante Assassino é o seu primeiro romance. Ele mora em Dublin, mas divide seu tempo entre sua cidade natal e os Estados Unidos.

 

Resenha: "De Coração para Coração", de Lurlene McDaniel

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

De Coração para Coração "De Coração para Coração"
Título Original: "Heart to Heart"
Autor: Lurlene McDaniel
Tradutor: Luana Guedes
Editora: Novo Conceito / Delacorte Books for Young Readers
Lançamento: 2013 /2010
208 / 214 pág.s
*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2

"Da autora best-seller Lurlene McDaniel, De coração para coração fala de perdas, amor e renovação. Fala também da maneira como esses sentimentos tão complexos se entrelaçam, nos momentos mais difíceis, nas relações familiares e de amizade. Elowyn e Kassey são grandes amigas, que dividem tudo. Mas uma coisa Elowyn não contou para Kassey: ao tirar a carteira de motorista, ela marcou a opção “doadora de órgãos”. Kassey descobre esse detalhe da vida da amiga da maneira mais trágica – quando o desejo de Elowyn está prestes a ser atendido. Arabeth nunca teve a sorte de ter uma melhor amiga. Com o coração doente, ela leva uma vida protegida de tudo e de todos. Até que, aos 16 anos, recebe o telefonema que tanto esperava — mas inicialmente ela e sua mãe não sabem a quem devem agradecer. Quando os mundos dessas três meninas e de suas famílias se cruzam, suas vidas se transformam de maneira nunca imaginada. Kassey, especialmente, encara os fatos como uma forma de manter viva a memória de sua querida amiga. Ela passa a compartilhar da nova vida de Arabeth, ao mesmo tempo em que ajuda a aliviar o sofrimento da família de Elowyn e a compreender a sua própria dor."

"...Eu tinha quebrado o braço jogando vôlei(meu esporte predileto), e Elowyn tinha quebrado a perna esquerda enquanto patinava.Ela me perguntou:
-Você está com medo?
-Da operação?Nem um pouco - eu disse, então derrubei minha jarra de água, porque minhas mãos tremiam tanto que eu não consegui colocar água no copo."(pág. 09)

Oi pessoas, tudo bom?Como está sendo esse finalzinho de ano de vocês?Aqui tá uma correria com esse monte vestibular, formaturas e confraternizações, enfim, o livro de hoje é um lançamento da Novo Conceito, o livro é contado em 1ª pessoal alternando entre as personagens, apesar de ser como comentei no twitter, suave e excitante, ao terminar esperei algo mais, o livro não é ruim, mas a autora poderia ter explorado mais de algumas cenas e acontecimentos.O livro é divido em duas partes(que não vou contar quais são para não dar spoiler), é um romance adolescente misturado com drama e um pouco de sick-lit.

"Um escândalo público; a fábrica de fofocas estaria funcionando a todo vapor no dia seguinte.Se alguém os vira e tinha um aparelho de celular à mão, a bagunça toda poderia acabar postada no YouTube ou no facebook em algumas horas.Isso não era bom."(pág. 29)

Achei bem legal a autora ter abordado o tema de "Doação de órgãos" com a tal da memória celular(breve explicação abaixo) e acidentes de carro, não é um tema muito abordado nos sick-lits(a doação de órgãos) e achei interessante essa escolha, o modo como foi inserido na história eu queria que tivesse acontecido de outro jeito(mas daí é meu gosto), eu achei que o grande acontecimento foi muito de repente, e não esperava que iria acontecer logo por volta da página 50, sabe quando você vibra junto com um filme ou livro?Quando você quer entrar dentro da história para impedir tal situação?Então foi justamente isso o que aconteceu comigo com a personagem Elowyn.

"Não me parecia possível que a vida pudesse se tornar tão confusa em um período tão curto."(pág. 36)

A edição da Novo Conceito está boa, fonte grande e muito agradável à leitura, esse foi um livro que li rapidinho, também por ser pequeno, páginas amarelas e a capa foi mantida como a original S2, apesar de não ser a mais linda do mundo ela é bonitinha e é raro um livro com um fundo totalmente de uma cor só, o que eu gostei bastante!
Eu achei que as ações de marketing da editora NC poderiam ter sido mais amplas com esse livro, abordar o tema de doação de órgãos, incentivar o pessoal e levar conhecimento à população.
Como disse acima, o livro não é ruim, ele é leve e gostoso de ler, vale à pena a leitura, é uma mistura de entretenimento com aprendizado, você lê rapidamente, corre comprar o seu!

"Minha cabeça martelava.Estava em um cabo de guerra com forças que não podia definir e desejos que não conseguia realizar."(pág. 122)

PLAYLIST:
-"Perfume", Britney Spears OUÇA/ASSISTA AQUI!
-"Bachianas nº5", Sandy OUÇA AQUI!
-"Essa Boneca tem Manual", Vanessa da Mata OUÇA AQUI!
-"Burn", Ellie Goulding OUÇA/ASSISTA AQUI!

"Sou esperta o suficiente para entender que a vida é definida por momentos decisivos que, em sua maioria, não são planejados ou esperados."(pág. 122)
 
O Autor:
 Lurlene McDaniel

Resenha: "Seis Coisas Impossíveis", de Fiona Wood

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Seis Coisas Impossíveis"Seis Coisas Impossíveis"
Título Original: "Six Impossible Things"
Autor: Fiona Wood
Tradutor: Ivan Panazzolo Júnior
Editora: Novo Conceito / Pan Macmillan Australia
Lançamento: 2013 / 2010
272 / 263 pág.s
*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2

"Dan Cereill levou um encontrão da vida: seu pai faliu, assumiu que é gay e separou-se de sua mãe, tudo de uma vez só. Enquanto isso, sua mãe recebeu de herança uma casa tombada pelo patrimônio histórico que cheira a xixi de cachorro, mas que não pode ser reformada... E, agora, Dan está vivendo em uma casa-relíquia que parece um chiqueiro, com uma mãe supertriste e sem conseguir falar com o pai — que ele ama muito. Suas únicas distrações são sua vizinha perfeita, Estelle, e uma lista de coisas impossíveis de fazer, como: 1. Beijar a garota. 2. Arrumar um emprego. 3. Dar uma animada na mãe. 4. Tentar não ser um nerd completo. 5. Falar com o pai quando ele liga. 6. Descobrir como ser bom e não sair abandonando os outros por aí... Mas impossível mesmo será: 1. Não torcer para que Dan supere seus problemas. 2. Não rir muito com os devaneios dele. 3. Não querer ter um cachorrinho como Howard. 4. Não desejar que a mãe de Dan encontre a felicidade. 5. Parar de ler este livro. 6. Não querer abraçar o livro depois de tê-lo terminado..."


   "Seis coisas impossíveis" foi um livro um tanto interessante de ler. Foi aquele típico livro que me fez ter váááárias emoções diferentes a flor da pele. Era um momento de diversão, um momento de raiva... 
    O personagem principal, Dan Cereill, é uma figura que faz você amá-lo em um momento e achá-lo um adolescente idiota no outro. Logo no começo, o pai declara que eles estão falidos, que é e que está se separando da sua mãe. 
  
 "...meu pai soltou a bomba - o negócio da família estava nas mãos dos interventores, ele declarara falência, ele era gay e estava saindo de casa."

   Quando li isso já pensei  "esse menino está afundado no azar!". E na verdade eu não estava errada. kkk Depois disso, Dan e sua mãe se mudam para um casa que a mãe de Dan recebeu de herança de uma tia que acabou de falecer, uma casa enorme, cheirando a xixi de gatos e que na verdade é um Patrimônio Histórico que eles apenas ganharam o direto se usufruir enquanto a mãe de Dan for viva. O dinheiro todo foi doado para a Galeria nacional, o carro seria confiscado e os diamantes ficaram do o dono de uma loja.

   Menino de azar... coitado... 

    Mas o mais interessante é que Dan mesmo sendo um adolescente de 14 anos, lida relativamente bem com tudo isso. Ele esta sempre fazendo listas de coisas que precisa fazer  para melhorar a vida dele e da mãe e até lista daquelas coisas que não conseguem fazer e, é claro, a lista das coisas impossíveis de acontecerem. 

   Nesse cenário é que Dan vê a vizinha, Estelle, e do nada, de repente mesmo, decide que esta extremamente apaixonado por ela. 

   Mas essa paixão dele, está mais para um obsessão que ele mesmo aceita como obsessão. E só torna ainda pior quando ele descobre que o sótão dele está ligado por um buraco com o sótão de Estelle. 
   
   Ou seja, obsessãooo total! 

    "- Não tenho obsessão nenhuma - respondo. 

    Ela revira os olhos. 
     - E eu não tenho espinhas - Assim como o Fred, ela consegue me ler como um livro."
   
   Nessa parte eu comecei a ficar meio impaciente. A paixonite de Dan por Estelle estava me irritando e o fato dela, no começo, ser uma menina meio "intocável" (e quase arrogante na minha opinião) estava piorando essa situação. 

   "Pelos no rosto, nariz inchado, olho roxo, roupas que não me servem direito - esse lance de me tornar um cara descolado está dando supercerto!" 

   Mas não posso negar que o sarcasmo desse menino me divertiu o livro todo! Quando as coisas começar a tecnicamente melhorar para Dan a leitura fica realmente mais prazerosa e flui com mais facilidade, não exatamente pelo fato das coisas estarem dando certo no livro, mas porque ele acaba ficando mais dinâmico. Mais coisas acontecem e não fica somente naquele drama adolescente. 


   Além do Dan ser muito interessante, parecendo sempre mais maduro para a idade dele. 

  "O castigo mais superficial para um curioso é descobrir algo que ele não quer saber. O verdadeiro castigo é ter que conviver com essa culpa. Estou levando os dois na cabeça." 

    É no geral um livro muito fácil de ler e em particular, me fez descobrir que eu ainda não tenho paciência pra certos dramas sem fundamentos de adolescentes. kkkkk Ainda bem que não há nenhum adolescente perto de mim na vida na vida real fazendo esses dramas, esse livro já me alertou da minha impaciência. 


   A mudança de Dan durante o livro é gratificante de se ver, assim como o fato de que certas coisas se resolvem com a ajuda do famoso tempo e quando menos se espera e até de modos estranhos. 


    No final do livro Dan encontra a lista de coisas impossíveis de acontecerem e qual não é a nossa surpresa ao ver que todas aconteceram ou estão acontecendo. Isso me fez pensar como as vezes na vida nós nos mesmos acabamos nos limitando a certas coisas ao pensarem que elas são impossíveis de se realizar, quando na realidade, elas estão mais ao nosso alcance do que imaginamos. 


   A única coisa que me deixou profundamente frustrada realmente ( e ainda estou e acho que sempre estarei) é o tão esperado diálogo de Dan com o pai. 

   Um diálogo que não aconteceu! 
   Ele passa o livro todo falando do pai, o evitando e sentindo a falta dele. Depois da fase de negação, vem a aceitação, mas ainda assim não querer falar com ele. Depois de tudo isso, quando ele finalmente decide que já está na hora de falar com o pai... isso não acontece! 
   A frustração da minha vida! Achei que seria o grande desfecho (ideal aliás), mas não... 
   Passei o livro todo esperando mais essa parte do que o desenrolar do Dan-Estelle e no final isso não aconteceu. 
   Estou até agora ainda procurando as páginas que faltam onde isso acontece e com esperança de achar. 
   Realmente frustrante! 

   Mas tirando esse fato triste que vou levar pro resto da vida, foi um bom livro para se ler, Fiona Wood escreve muito bem e soube criar um personagem adolescente que faz a gente se divertir e realmente querer que tudo de ajeite na vida dele. 



     Jéssica  Paloma (eu, prazer) é resenhista do blog (livros *-*), ela está no 2º ano de Educação Física na UNICAMP (não tá fácil não galera >.<), adora ler livros (você disse LIVROS? *-*) e mangás, assistir animes, dança e a arte no geral. 

No Meu Cubículo #69 @BertrandBrasil @edBestSeller

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Olá pessoal, tudo bom?Faz um tempo que não tem caixa de correio pra vocês, mas antes tarde do que nunca, vou mostrar hoje para vocês as últimas coisas que chegaram para mim, espero que gostem!

O último que chegou da Bertrand foi o clássico "O Velho e o Mar", o qual eu já li e resenhei e vocês conferem aqui---> CLIQUE AQUI!, o livro é bem fininho e gostosinho de ler, a capa faz parte da reedição que a editora está fazendo dos livros do autor, vale a pena conferir, corre lá!

Da Best Seller chegou um que estava super curioso para ler e conferir, quero fazer a dieta Dukan, mas estou me preparando pois no começo tem algumas coisas diferentes, enfim, pretendo fazer no máximo após as festividades, pois tenho vestibulares e etc ainda e está aquela correria, essa edição é ilustrada e contém várias receitas no final do livro, é a versão ilustrada do livro "Eu Não Consigo Emagrecer", vamos ver se funciona e se é saudável!

É isso pessoal, no próximo domingo trago os livros da Novo Conceito que chegaram pra mim essa semana, não percam!!!
 

Resenha: "O Velho e o Mar", de Ernest Hemingway

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"O Velho e o Mar"(80ª edição)
Título Original: "The Old Man and The Sea"
Autor: Ernest Hemingway
Tradutor: Fernando de Castro Ferro
Editora: Bertrand Brasil
Lançamento: 2013 / 1952(1ª publicação)
126 páginas
*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2

"Essa é a história de um homem que convive com a solidão do alto-mar, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e sua inabalável confiança na vida. Esse é o fio do enredo - fio tenso como o que prende na ponta da linha o grande peixe que acaba de ser pescado - com o qual Hemingway arma uma das mais belas obras da literatura contemporânea. Há 84 dias que Santiago, um velho pescador, não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salão, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas Santiago possui têmpera de aço, acredita em si mesmo, e parte sozinho para o mar alto, munido da certeza de que, desta vez, será bem- sucedido no seu trabalho."


 "A vela fora remendada em vários pontos com velhos sacos de farinha e, assim enrolada, parecia a bandeira de uma derrota permanente."(pág. 13)

Olá pessoal, tudo bom?
O livro de hoje é a 80ª reedição de um clássico da Bertrand e da literatura americana, eu nunca tinha lido nada do Hemingway, portanto este foi meu primeiro.'O Velho e o Mar' é um dos livros mais famosos do autor, este que foi motorista de ambulância na Itália durante a Primeira Guerra, e após ser ferido voltou para os Estados Unidos e continuou a escrever.
O livro é narrado em 3ª pessoa, tem uma linguagem simples, clara e objetiva, ele começa com uma apresentação sobre o autor e a obra, que apesar de pequena foi interessante; o livro me decepcionou um pouco, eu esperava uma grande aventura ou coisa do tipo, mas fiquei até feliz por não ser mais do mesmo, Hemingway nos traz uma reflexão sobre o homem e sua fragilidade, sua impotência diante o poder da natureza, que apesar de ser a cada momento mais degradada e abusada, nós ainda somos totalmente dependentes dela.



"-Então, boa noite.Irei acordá-lo de manhã.
-Você é o meu despertador - disse o garoto.
-E o meu é a idade - replicou o velho. -Por que será que os velhos acordam sempre tão cedo?Será para terem um dia mais comprido?"(pág. 27)

A história foi meio monótona, teve alguns picos durante a leitura, com o decorrer da narrativa observamos todo o sofrimento de Santiago, a sua esperança de poder encontrar algum peixe grande e voltar à tona com o merecido reconhecimento de um grande pescador, mas Santiago está velho e a cada dia tudo se torna mais difícil.Em sua vida o seu contato com o "mundo exterior" se dá através do menino que pescava com ele, que fica sabendo sobre os jogos de baseball e etc,quando está em alto-mar o nosso protagonista nos mostrou sobre a arte de pescar e me deixou numa angústia que meu deus, ele não pegava logo o peixe e ficava naquilo vai e vem, kkkkkkk, o final é diferente do que eu esperava.Apesar de ser uma história de nível médio, não entendo o por que de tanto alvoroço e de ser classificado como um dos melhores livros do Hemingway, li algumas resenhas criticando a tradução da Bertrand, que mudaram a estrutura das frases e etc, mas não sei, ainda tenho minhas dúvidas, como disse, a história não é ruim, mas também não é excelente, tem várias reflexões, como a angústia e desespero/loucura do velho que são refletidos na escrita, vale a pena a leitura, mas não é tudo aquilo, a história é suave e gostosa de ler por conta da narrativa simples, mas no meio fiquei esperando por algo acontecer.



" 'Gostaria de poder alimentar o peixe', pensou.'Ele é como se fosse meu irmão.Mas tenho de matá-lo e ganhar forças para fazê-lo.' "(pág. 62)

Dois anos após o lançamento deste livro Hemingway recebeu o Nobel de literatura.Essa é a 80ª edição que faz parte das reeformulações no design dos livros, as capas estão bem bonitas e quase minimalistas, a edição da Bertrand está bem bonita, tem as ilustrações que vocês viram durante a resenha, e muitas mais no livro, a capa é soft touch(igual a de Morte Súbita, Fallen, etc), as páginas são amarelas, e é isso pessoal, abaixo as capas dos próximos lançamentos reeditados:

 

" 'Imagine o que seria se um homem tivesse de tentar matar a lua todos os dias', pensou o velho.'A lua corre depressa.Mas imagine só se um homem tivesse de matar o sol.Nascemos com sorte'
Depois teve pena do enorme peixe que não tinha nada para comer, mas a sua determinação de matá-lo jamais arrefeceu, mesmo naquele momento de compaixão.'Quantas pessoas ele irá alimentar?Mas serão merecedoras de um peixe assim?Não, claro que não.Ninguém merece comê-lo, tão grande a sua dignidade e tão belo o seu modo de agir.' "(pág. 75)



PLAYLIST:
-"Segue o Seco", Marisa Monte OUÇA/ASSISTA AQUI!

"-Mas o homem não foi feito para a derrota - disse em voz alta. -Um homem pode ser destruído, mas nunca derrotado."(pág. 102)

O Autor:

 Foto -Ernest Miller Hemingway
Considerado pela Academia Sueca como um dos maiores autores de nosso tempo, Hemingway foi o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1954, feito em grande parte devido à sua obra-prima O velho e o mar (1952), que também foi vencedora do Prêmio Pulitzer de 1952. Sua prosa é admirada pelo seu estilo enxuto e despojado, com uso de frases e parágrafos curtos. Seu estilo é muitas vezes apontado como sua maior herança à Literatura e influenciou os padrões vigentes na época. Autor de uma obra prolífica, escreveu romances, contos, trabalhos de não-ficção e autobiográficos que foram publicados em vida ou postumamente.

 

Resenha: "Inferno no Colégio Interno", de Lemony Snicket

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Desventuras em Série: Inferno no Colégio Interno"Inferno no Colégio Interno"(Desventuras em Série #5)
Autor: Lemony Snicket
Título Original: "The Austere Academy"(Unfortunate Evenst #5)
Tradutor: Carlos Sussekind
Ilustrador: Brett Helquist
  200/ 221 pág.s
Lançamento: 2002 / 2000
Editora: Cia das Letras/HarperCollin's Children's Books
*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2 - Opção 3

"Nada de aventuras emocionantes com final feliz: Violet, Klaus e Sunny Baudelaire são legais e inteligentes, mas a vida deles está repleta de má sorte e infelicidade. Em Inferno no colégio interno, os três irmãos enfrentam caranguejos, provas hiper-rigorosas e os castigos de um internato.
O colégio se transformou em mais um desastroso episódio de suas vidas horríveis. Desta vez, eles precisam escapar de fungos gotejantes e assistir a recitais de violinos, além de entender o complicado sistema métrico e suportar os exercícios de D.O.R. Violet, Klaus e Sunny têm o poder de atrair desgraças.
Quem gosta de histórias alegres não deve nem abrir este livro, avisa o autor, pois as histórias dos Baudelaire são sempre uma desventura pior do que a outra."


Resenhas:
-"Mau Começo"                           #1 CLIQUE AQUI!
-"A Sala dos Répteis"                  #2 CLIQUE AQUI!
-"O Lago das Sanguessugas"       #3 CLIQUE AQUI!
 -"Serraria Baixo-Astral"             #4 CLIQUE AQUI!

"Se vocês tivessem que dar uma medalha de ouro para a pessoa mais detestável do mundo, certamente o prêmio iria para Carmelita Spats, e, se vocês não lhe dessem a medalha, Carmelita Spats era o tipo de pessoa que a tomaria de qualquer maneira.Ela era rude, violenta e nojenta, e é uma lástima que eu tenha de descrevê-la para vocês, porque esta história já tem atrocidades e infortúnios demais para eu ainda mencionar uma pessoa tão desagradável."(pág. 09)

Oi gente tudo bom?Me desculpem esse mês se não tiver muitos posts, é que tô em mês de vestibular e a correria e o stress aumentam cada vez mais, enfim, vamos ao que interessa: a resenha de hoje é de mais um livro de uma série que gosto muito: "Desventuras em Série", acima vocês têm os links com as resenhas anteriores.
Uma coisa que me preocupou um pouco no quarto volume e no começo deste foi de que os livros poderiam começar a ficar sem graça por serem todos do mesmo formato: vão com um tutor, o conde Olaf aparece disfarçado, o mesmo fluxo de ideias e acontecimentos, etc; mas nesse quinto volume mudou um pouco, eles estão praticamente "sem tutor", pois neste estão em um colégio interno(como diz o próprio título), temos o Conde Olaf com um disfarce que poderia se dizer meio tosco, mas bem mais inteligente, e meu deus, a cada livro da série que leio fico com mais ódio do Sr. Poe, gente do céu que ser babaca, me irrita.

" 'Faz parte da tradição', disse ele muito sério, 'aplaudir quando um gênio é apresentado.' "(pág.25)

Acho que a partir daqui as coisas começaram a se intensificar, neste livro surge o "CSC", que é um grande mistério na série, o final muda um pouquinho se comparado aos outros livros, e estou super curioso para começar a ler "O Elevador Ersatz", está aqui do meu lado e quando acabar os três que estão na sua frente na lista de leitura vou devorá-lo; com este quinto volume o Sr. Snicket deu UP na série, e assim nos deixa instigados a continuar a ler, e uma coisa que gosto no autor e nessa série é como tudo é super  pop e cool, os acontecimentos e estrutura da narrativa, apesar de não serem de outro mundo são 'otimamente' construidos, o que eleva a qualidade da escrita e deixa um infantojuvenil prazeroso de ler.

"...'Se tivermos sorte' não é uma frase que nem ela nem os irmãos usavam com frequência.Por motivos óbvios: os órfãos Baudelaire não tinham sorte."(pág. 118)

"Em outras palavras: as coisas tendem a tornar-se mais claras com o passar do tempo.Por exemplo, uma pessoa recém-nascida não faz a menor ideia do que é cortina, e passa boa parte dps primeiros meses especulando por que cargas d'água Mamãe e Papai penduraram pesadas peças de pano sobre cada uma das janelas do quarto.Mas, à medida que a pessoa cresce, a ideia da cortina torna-se mais clara, vista sob o prima da experiência."(pág. 123)

Uma coisa que penso é se um dia chegarei a desistir da série por estar muito triste como o próprio autor diz, mas tenho CERTEZA QUE NÃO, pois a cada livro o amor pelos três órfãos apenas cresce e a curiosidade para saber se terão um final feliz é gigantesca.
A edição acompanha a dos outros livros, páginas amarelas, brochura, ilustrações do Brett Helquist e diagramação linda, é isso aí pessoal, espero que tenham gostado!

Curta aqui a página do fã-clube brasileiro: https://www.facebook.com/OsBaudelaire?fref=ts

PLAYLIST:
-"Run", P!nk OUÇA AQUI!
-"All Alright", Fun. OUÇA AQUI!
-"Light a Roman Candle With Me", Fun. OUÇA AQUI!

O AUTOR:
http://fc00.deviantart.net/fs71/f/2011/147/d/d/lemony_snicket_by_lapislazulilawliet-d3hcz6y.jpg
Daniel Handler (nascido em 28 de fevereiro de 1970 em São Francisco) é um escritor e cineasta americano. Ele escreveu os romances The Basic Eight e Watch your Mouth. É casado com Lisa Brown, artista gráfica que conheceu na universidade.
Originalmente, Handler utilizava o codinome Lemony Snicket ao invés do seu próprio nome na lista de correio de diversas organizações de extrema direita que ele pesquisava para escrever um de seus livros. Isso se tornou uma espécie de brincadeira entre os seus amigos, que costumavam pedir pizzas sob o nome. Como Lemony Snicket, Handler escreve uma série de livros chamada Desventuras em Série, sendo que Snicket faz parte de história assim como seus irmãos e a mulher que amava.


Resenha: "A Outra Vida", de Susanne Winnacker

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Outra Vida"A Outra Vida"(Weepers #1)
Título Original: "The Other Life"(Weepers #1)
Autor: Susanne Winnacker
Tradutor: Shirley Gomes
Editora: Novo Conceito / Usborne
Lançamento: 2013 / 2012
270 / 315 pág.s
*Adicione no Skoob / GoodReads 
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2
"O mundo de Sherry — de uma hora para outra — mudou completamente. Por causa de um vírus muito contagioso, as pessoas que ela costumava conhecer, e quase todas as pessoas de sua cidade, Los Angeles, na Califórnia, se transformaram em mutantes assustadores. Esses mutantes têm uma força excessiva, são ágeis, o corpo é coberto de pelos, eles lacrimejam um líquido imundo e… comem gente! Portanto, não há muito o que fazer — talvez tentar fugir — quando se encontra algum deles. A não ser que você tenha ao seu lado a força e a determinação de um jovem como Joshua. Joshua perdeu uma irmã para os mutantes e sua raiva é tão grande que ele seria capaz de vingar todos aqueles que perderam alguém para as criaturas. No entanto, para que esta revanche aconteça, é preciso prudência. Afinal, até que ponto a disseminação deste vírus foi uma coisa realmente natural? Que poderosos interesses estão por trás desta devastação? E será que Joshua e Sherry conseguirão ter a cautela necessária para lutar contra as criaturas justo agora que seus corações estão agitados pelo começo de uma paixão?"

 "Eu ainda não tinha ido a uma festa, nunca tinha pintado o cabelo, nunca tinha beijado um garoto.Existiam tantos 'nunca'."(pag. 14)

A resenha de hoje é de um lançamento do segundo semestre da Novo Conceito, sim, é mais um livro por um vírus que atingiu a sociedade, uma distopia, eu não li muitos livros sobre zumbis, mas eu gostei de "A Outra Vida", o livro começa com Sherry presa com sua família(pai, mãe, irmãos menores e avó) presos dentro de um tumber embaixo da casa onde eles viviam e costumavam ter uma vida normal, mas após o vírus da raiva atingir a maioria das pessoas e eles serem obrigados a se esconder e a viver a cada dia com menos alimento e esperança de um dia poder voltar a como era antes; um dia resolvem sair em busca de alimento e quando saem descobrem que toda a cidade(Los Angeles) foi bombardeada.O livro é narrado em Primeira Pessoa por Sherry, e como nos livros da série dos Irmãos Wolfe(só que nesse é no começo do capítulo), do Markus Zusak, antes da história continuar tem uma página com uma passagem de antes do vírus, momentos felizes, ou não, que a protagonista passou.

"Esta cidade não era Los Angeles.Esta era uma cidade morta, como a cidade fantasma no deserto do Mojave, que visitamos alguns anos atrás.Parecia um cadáver, do qual haviam sugado toda a energia."(pág. 41)

Um filme que assisti esse ano e que me lembrei várias vezes durante o livro foi a "Guerra Mundial Z", gente do céu, quando assisti foi uma tensão horrenda, a cada barulhinho era um susto e até a página 100/120 foi mais ou menos assim, suspense e um pouco de medo, no filme não era medo, mas sim do jeito que você ficava por saber que de repente ia tomar um belo de um susto, e ler esse livro à noite, um silêncio cretino no ar, foi mais ou menos do mesmo jeito, esse foi um livro que teve vários picos de leitura, se assim posso dizer, ele começou muito bem, o começo foi onde mais gostei, depois por volta das páginas 123, 154 e 224 foram os picos médios de leitura, até pensei em fazer uma gráfico, mas acho que nessa frase consegui resumir como foi, apesar de não ter sido um super livro, ele foi bem legal, eu li bem rapidamente, e se a leitora souber continuar e continuar cada vez mais subindo o nível e prendendo o leitor, tem tudo para ser um sucesso.
O governo nesse primeiro livro está aparentemente desaparecido, as únicas coisas que temos conhecimento é do bombardeio que eles fizeram e do vírus ser supostamente "criado" em pesquisas científicas que saíram do controle, e na continuação, que já foi lançada no exterior e no Brasil ainda é sem previsão, minha aposta é que a relação do governo/política se aprofundará, e não vou falar mais nada pra não dar spoilers...

"-Tudo aconteceu de uma forma tão inocente!Começamos a pesquisar a raiva por pura curiosidade científica. - Ele me olhou e sorriu com certo constrangimento.Eu tentava acompanhar suas palavras. - A curiosidade é uma coisa boa, não é mesmo?Ela trouxe a tecnologia para a humanidade e é essencial para o progresso."(pág. 75)


9554790
Uma coisa que me irritou durante a leitura foi a mania insuportável da Sherry de contar praticamente tudo, está certo que depois de um certo tempo dentro de um bunker com sua família, sem poder fazer praticamente quase nada você enlouquece mesmo, mas santo deus, ela falava "fazem 120 e lalala dias que eu não como alface", "fazem cento e tantos meses que não faço isso e aquilo", e o pior é que depois de uma certa passagem do livro, no atual e fora do bunker ela continua com essa mania, tem que ter uma memória muito boa né?
A diagramação do livro é simples, naquela página de como era antes tem uma borboleta, as páginas são amarelas, a capa infelizmente é diferente da original, mas também é bonita, só o efeito de machucado e etc que ficou bem sofrido na pele da menina na poça de água, mas os detalhes dos zumbis no título da lombada ficou bem legal.Recomendo a leitura à todos, como disse não é um super livro, mas vale muito à pena ler e se aventurar com Sherry!

"É claro que me preocupo.É por isso que vou atrás deles todos os dias.Mas, se você tivesse visto o que já vi, teria de aprender a lidar com as mortes e desaparecimentos.A outra vida não existe mais.Este novo mundo tem suas próprias regras.Sobreviver aos ataques é uma delas.Se acha que vai encontrar misericórdia, está enganada.Saí do abrigo com mais de vinte pessoas.Agora, sou o único vivo."(pág. 81)

PLAYLIST 
-"Fu", Miley Cyrus - OUÇA AQUI!
-"The Love Club", Lorde - OUÇA AQUI!
-"Brown Eyes", Lady Gaga - OUÇA AQUI!

"Senti-me por um instante como uma adolescente normal, mas a dor latejante de meu pé direito me trouxe de volta à realidade."(pág. 201)

O Autor:


Susanne Winnacker estudou Direito antes de se tornar escritora em tempo integral. Mora na Alemanha com o marido, um cachorro e três coelhinhos. É fã de Jogos Vorazes, Harry Potter (os livros e os filmes), Adele, Bruno Mars, cozinhar e boa comida. Não gosta de aranhas nem de refrigerantes. Escreve no blog “;The League of Extraordinary Writers”;.

Booktrailer: https://www.youtube.com/watch?v=i6HYWk3pKfw

Resenha: "O Dom", de James Patterson e Ned Rust

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Dom"O Dom"(Bruxos e Bruxas #2)
Título Original: "The Gift"(Witch & Wizard #2)
Autor: James Patterson e Ned Rust
Tradutor: Ana Paula Corradini
Editora: Novo Conceito / Little, Brown and Company
Lançamento: 2013 / 2010
288 / 352 pág.s
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2 - Opção 3
*Adicione no Skoob / GoodReads

"Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos... Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor... Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty... Ou para, finalmente, matá-la."

"Pelo jeito é possível tirar um cara da Nova Ordem, mas não se pode tirar a Nova Ordem de um cara."(pág. 60)

Oi pessoal tudo bom?A resenha de hoje é do segundo volume da série Bruxos e Bruxas do James Patterson e autores, o livro tem linguagem simples como o primeiro, um enredo bem dinâmico e conta a continuação da história dos dois irmãos diante a luta contra a Nova Ordem, que é um regime autoritário liderado pelo Único que é o Único, um ditador com poderes mágicos que quer impor seu sistema na sociedade e fazer uma lavagem cerebral em todos.

"EU AMO A MINHA irmã, mas com certeza ela não tem o, hum, DNA emocional de espiã.Ela é 99% paixão, 1% planejamento."(pág. 65)

 Apesar do primeiro livro não ter sido um suuuuuper livro eu gostei do tema da história, pareceu bastante promissor, mas aí veio o segundo livro, o que estragou foi o modo como ele é rápido demais, e os acontecimentos vão passando atropelados, você está lendo: a menina está pensando em algo, daí no próximo capítulo ela já fez o que estava pensando e já está fazendo outra coisa, apenas é super brevemente narrado o que aconteceu, de repente já está em outra parte, em minha opinião faltou um pouco mais de narração, de detalhamento o que deixa algumas partes sem continuidade, fica cortado, como um cd riscado, é gostoso ler um livro dinâmico mas este foi exagerado demais.E uma coisa que me incomodou também foi a personalidade de Wisty, ela não se decide se é razão ou coração, mas isso faz parte.Com o decorrer do livro a narração melhora um pouquinho, mas como disse uma blogueira queria saber se o Patterson lê os livros escritos pelos co-autores antes de finalizar pois esse não pareceu isso.
 
"Não é à toa que a criatividade foi banida.É legal demais para a Nova Ordem conseguir controlar."(pág. 76)

A edição da Novo Conceito continua a mesa, páginas amarelas, capa fosca(tipo Fallen, Morte Súbita, etc) com detalhes em verniz brilhante, no final tem aquele pequeno glossário dos livros, artistas e etc proibidos pela Nova Ordem, diagramação simples.Apesar desse segundo livro ter me decepcionado no quesito qualidade de escrita e conexão dos acontecimento, ainda quero acompanhar a série para ver como será o final de tudo e o destino dos irmãos...

Nessa série o autor quis misturar alguns sucessos da literatura numa série só: bruxos + distopia + paranomal + rebelião/ditadura, eu não acho isso negativo, ao contrário acho bem legal, o problema é quando fica saturado demais e a narração extremamente rápida atrapalha,

"-Sei que às vezes você finge que já fez coisas que só leu nos livros.
-Mas não é um fingimento total.Quando você lê um livro bom, meio que acaba fazendo as coisas sobre as quais leu."(pág. 150)

Os Autores:

Foto -James Patterson
James Patterson é hoje um dos autores mais vendidos no mundo inteiro. Seu livro de estréia The Thomas Berrynan Number ganhou o Edgar Award de melhor romance policial. Foi publicado em 1976, depois de recusado por mais de 20 editores. O autor iniciou então uma série de best-sellers, incluindo os seis livros com o personagem Alex Cross, um detetive-psicólogo. Antes de se tornar um escritor em tempo integral, Patterson trabalhou na área de Publicidade por muitos anos,. Foi presidente da J. Walter Thompson, North America, de 1990 a 1996. Estudou no Manhattan College e depois na Vanderbilt
University
. Vive atualmente em Palm Beach, Flórida, com a mulher e o filho.

"Nota para mim mesma: jamais dê sugestões de tortura para criminosos.Eles já são seres possuidores de ideias criativas."(pág. 167)

 

 
O Simbolista © 2012 | Designed by Guilherme Cepeda