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Resenha: "Quando Ela Acordou", de Hillary Jordan

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Quando Ela Acordou"Quando Ela Acordou"
Título Original: "When She Woke"
Autor: Hillary Jordan
Tradutor: Sônia Coutinho
Editora: Bertrand Brasil / Algonquin Books
Lançamento: 2013 / 2011
434 / 344 pág.s
*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2
"Logo após sua estreia, devido à história de suspense intrigante e à forte análise das emoções humanas, "Quando ela acordou", de Hillary Jordan, foi comparado a grandes clássicos da literatura, como A letra escarlate e Robinson Crusoé. Com o passar do tempo, tornou-se sucesso entre os críticos de todos os veículos de comunicação, figurando nas principais listas de mais vendidos dos Estados Unidos. Quando ela acordou é também uma fábula oportuna sobre uma mulher estigmatizada que luta para navegar na América de um futuro não tão distante, em que a fronteira entre igreja e Estado foi extirpada e os criminosos condenados não são mais presos e reabilitados, mas cromados e novamente soltos no meio da população, para sobreviverem como puderem. O livro apresenta uma metáfora, por exemplo, dos judeus europeus durante o domínio nazista ou dos negros americanos na década de 60. A transformação de um ser humano – ou transfiguração, como utilizado no livro – é um tema importante tratado por Hillary Jordan na história. As dificuldades que surgem ao longo desse processo fazem com que, segundo a autora, as pessoas enfrentem o desconhecido, a vida, com mais coragem. Uma mistura de temas polêmicos, como a separação entre religião e Estado, aborto e justiça com uma história cativante e uma heroína fantástica."

 "QUANDO ELA ACORDOU, ESTAVA VERMELHA.Não ruborizada, não queimada de sol, mas com o sólido vermelho de um sinal de trânsito."(pág. 11)

 O livro de hoje é um lançamento da Bertrand e que tem bastante potencial para fazer sucesso, ele é narrado em terceira pessoa, e conta a história de Hannah, que vive numa sociedade conservadora e religiosa uma distopia adulta que poderia se passar quase que nos tempos atuais, o aborto é considerado crime e nele a pessoa recebe a cor vermelha, se torna um Cromo, que é o nome dado a pessoa que recebeu uma cor depois de cometer um crime; por exemplo, na história amarelo é para quem cometeu roubos, azul para quem cometeu abuso sexual, etc, e depois de julgados ficam soltos na sociedade, mas eles se tornam exageradamente vigiados, todos podem saber aonde está(por um computador você acessa como um GPS e pode ver aonde a pessoa está e o que está fazendo), sofrem o preconceito e tem muitos direitos diminuídos.O modo como a religião é fortemente imposta me lembrou um pouco o livro 'Corações Feridos'(que resenhei há pouco tempo aqui no blog), no cenário do livro há uma mini ditadura disfarçada imposta por esta, onde todos tem que seguir e não questionar.
 
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"Não tivera permissão para usar uma lâmina desde que fora presa.No início, quando os pelos ali e em suas pernas começaram a crescer, passando de eriçados a sedosos, isso a horrorizara.Agora, pensar nessas vaidades femininas a fazia rir, um som feio, alto, no espaço fechado do compartimento.Agora era uma vermelha.Sua feminilidade não tinha a menor importância."(pág. 17)

 Como disse acima o preconceito que os Cromos sofrem é bem forte, podemos fazer uma analogia ao 'Apartheid' que ocorreu na África do Sul, e o preconceito no geral, no Apartheid se tinha banheiros, escolas e até bebedouros separados para brancos e negros, tem um documento/carteira que deve ser apresentada para um oficial se encontrar um no caminho, tem restrição no espaço para onde pode ir, não poder comprar armas de fogo, etc, o que também tinha no apartheid.No livro tem um grupo que persegue os cromos e apesar de ser proibido pelo governo e este não conseguir acabar com os participantes ele mata e violenta os coloridos, o Punho, que é claramente uma analogia a Ku Klux Klan.O livro inteiro trabalha vários valores morais e períodos históricos e é uma enorme analogia(sei que repito essa palavra pela centésima vez, mas...) a muita coisa da nossa realidade.
Sem querer dar spoiler, pois esse é revelado logo no começo e é previsível, o pastor que engravida Hannah, Aidan, traz uma outra situação, o preço da fama, e durante o livro fica esse dilema, revelar e ter todos seus fiéis e sociedade contra si ou continuar na mentira?Pois se fosse uma pessoa 'comum' não teria uma proporção tão grande a que poderia chegar, mas esse é o quanto se paga por ser famoso, e como disse, muitos outros temas são trabalhados, o amor, o alienismo, o homossexualismo, a resistência física e moral do ser humano, fantasia e muitos outros, o que achei que faltou foi que a autora poderia ter mostrado como esse sistema entrou no poder e o por que dessa classificação de cores, poderia ter acontecido mais coisa além do final que acabou meio de repente e eu fiquei aqui, sozinho esperando por mais, foi um livro que eu pensei que iria acontecer mais coisa e a resolução fosse maior, mas durante a leitura eu sempre desejava por mais...

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"Durante a adolescência ela estava sempre se metendo em problemas, com relação a uma coisa ou outra: pondo batom, fazendo buscas proibidas nos orifícios do seu corpo, lendo livros que seus pais consideravam corruptores.Porém mais frequentemente os problemas eram o fato de ela formular as perguntas que brotavam com tanta insistência em sua cabeça: 'Por que é falta de decoro para as meninas não usarem camisas e para os meninos não?' 'Por que Deus deixa as pessoas inocentes sofrerem?' 'Se Jesus transformou água em vinho, por que é errado as pessoas o beberem?' "(pág. 25)

Uma parte que é meio off na resenha, mas que achei legal citar é quando é falado que o Brasil foi o último país da América Latina a perder a democracia, onde a direita conservadora entra no poder, será que na realidade isso realmente aconteceria?
A diagramação é simples, e o livro é dividido em  cinco partes com capítulos de tamanho médio, a diagramação é simples, eu fiquei bem feliz que eles mantiveram a capa, que eu achei linda demais, fala a verdade né gente?Simples mas muito bonita, a fonte magrinha, que parece que combina perfeitamente com a história, outro detalhe legal é a lombada, que como mostrei no meu cubículo é dividida em vermelho e preto, a capa é fosca tipo Morte Súbita, Fallen, Cidade Mágica, etc e tem os detalhes em vermelho e o título em verniz brilhante.
É uma leitura que aborda muitos temas, onde vai se emocionar e mudar seus conceitos, vale a pena ler e acima de tudo debater e refletir.

"...-Ah, vamos lá, não me diga que você engole toda essa baboseira sobre nossa suposta 'sociedade pós-racista'.Os Cromos talvez sejam os novos negros, mas, acredite em mim, ainda ferram os antigos pra valer, e regularmente"(pág.123) 

 PLAYLIST:
-"Double Rainbow", Katy Perry OUÇA AQUI!
-"The Monster", Rihanna feat. Eminem OUÇA AQUI!
-"Seven Devils", Florence + The Machine OUÇA AQUI!
-"Dope", Lady Gaga OUÇA AQUI!
-"Try", P!NK OUÇA AQUI!
-"Mirror", Ellie Goulding OUÇA AQUI!

"DE INÍCIO, QUANDO A ESCURIDÃO começou a recuar, ela não teve consciência disso.Não existia 'ela', para ter consciência, apenas uma infinita não existência.Ela não estava no vazio, ela era o vazio.
Ela.Era"(pág. 350)

 O Autor:
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Hillary Jordan foi criada no Texas e em Oklahoma e, hoje, mora em Nova York. Seu primeiro romance, Mudbound, venceu o Bellwether Prize for Fiction 2006 e ganhou um Alex Award da American Library Association. Além disso, foi indicado para o NAIBA Fiction Book do ano, escolhido como um título da Barnes & Noble Discover, entrou na seleção da Borders Original Voices e na lista do Indie Next. Quando ela acordou, sua estreia no Brasil, entrou para a lista de mais vendidos e recebeu aclamação de público e crítica nos EUA e Grã-Bretanha Acesse www.hillaryjordan.com

"-Se Deus é o Criador, se Deus engloba todas as coisas isoladas do universo, então Deus é tudo e tudo é Deus.Deus é a Terra e o céu, e a árvore plantada debaixo do céu, e o pássaro na árvore, e o verme no bico do pássaro, e a sujeira no estômago do verme.Deus é Ele e Ela, hétero e gay, preto, branco e vermelho... sim até isso - disse Simone enfaticamente, em resposta ao olhar cético de Hannah -, e verde e azul e todos o resto."(pág. 385)

Resenha: "A Outra Vida", de Susanne Winnacker

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Outra Vida"A Outra Vida"(Weepers #1)
Título Original: "The Other Life"(Weepers #1)
Autor: Susanne Winnacker
Tradutor: Shirley Gomes
Editora: Novo Conceito / Usborne
Lançamento: 2013 / 2012
270 / 315 pág.s
*Adicione no Skoob / GoodReads 
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2
"O mundo de Sherry — de uma hora para outra — mudou completamente. Por causa de um vírus muito contagioso, as pessoas que ela costumava conhecer, e quase todas as pessoas de sua cidade, Los Angeles, na Califórnia, se transformaram em mutantes assustadores. Esses mutantes têm uma força excessiva, são ágeis, o corpo é coberto de pelos, eles lacrimejam um líquido imundo e… comem gente! Portanto, não há muito o que fazer — talvez tentar fugir — quando se encontra algum deles. A não ser que você tenha ao seu lado a força e a determinação de um jovem como Joshua. Joshua perdeu uma irmã para os mutantes e sua raiva é tão grande que ele seria capaz de vingar todos aqueles que perderam alguém para as criaturas. No entanto, para que esta revanche aconteça, é preciso prudência. Afinal, até que ponto a disseminação deste vírus foi uma coisa realmente natural? Que poderosos interesses estão por trás desta devastação? E será que Joshua e Sherry conseguirão ter a cautela necessária para lutar contra as criaturas justo agora que seus corações estão agitados pelo começo de uma paixão?"

 "Eu ainda não tinha ido a uma festa, nunca tinha pintado o cabelo, nunca tinha beijado um garoto.Existiam tantos 'nunca'."(pag. 14)

A resenha de hoje é de um lançamento do segundo semestre da Novo Conceito, sim, é mais um livro por um vírus que atingiu a sociedade, uma distopia, eu não li muitos livros sobre zumbis, mas eu gostei de "A Outra Vida", o livro começa com Sherry presa com sua família(pai, mãe, irmãos menores e avó) presos dentro de um tumber embaixo da casa onde eles viviam e costumavam ter uma vida normal, mas após o vírus da raiva atingir a maioria das pessoas e eles serem obrigados a se esconder e a viver a cada dia com menos alimento e esperança de um dia poder voltar a como era antes; um dia resolvem sair em busca de alimento e quando saem descobrem que toda a cidade(Los Angeles) foi bombardeada.O livro é narrado em Primeira Pessoa por Sherry, e como nos livros da série dos Irmãos Wolfe(só que nesse é no começo do capítulo), do Markus Zusak, antes da história continuar tem uma página com uma passagem de antes do vírus, momentos felizes, ou não, que a protagonista passou.

"Esta cidade não era Los Angeles.Esta era uma cidade morta, como a cidade fantasma no deserto do Mojave, que visitamos alguns anos atrás.Parecia um cadáver, do qual haviam sugado toda a energia."(pág. 41)

Um filme que assisti esse ano e que me lembrei várias vezes durante o livro foi a "Guerra Mundial Z", gente do céu, quando assisti foi uma tensão horrenda, a cada barulhinho era um susto e até a página 100/120 foi mais ou menos assim, suspense e um pouco de medo, no filme não era medo, mas sim do jeito que você ficava por saber que de repente ia tomar um belo de um susto, e ler esse livro à noite, um silêncio cretino no ar, foi mais ou menos do mesmo jeito, esse foi um livro que teve vários picos de leitura, se assim posso dizer, ele começou muito bem, o começo foi onde mais gostei, depois por volta das páginas 123, 154 e 224 foram os picos médios de leitura, até pensei em fazer uma gráfico, mas acho que nessa frase consegui resumir como foi, apesar de não ter sido um super livro, ele foi bem legal, eu li bem rapidamente, e se a leitora souber continuar e continuar cada vez mais subindo o nível e prendendo o leitor, tem tudo para ser um sucesso.
O governo nesse primeiro livro está aparentemente desaparecido, as únicas coisas que temos conhecimento é do bombardeio que eles fizeram e do vírus ser supostamente "criado" em pesquisas científicas que saíram do controle, e na continuação, que já foi lançada no exterior e no Brasil ainda é sem previsão, minha aposta é que a relação do governo/política se aprofundará, e não vou falar mais nada pra não dar spoilers...

"-Tudo aconteceu de uma forma tão inocente!Começamos a pesquisar a raiva por pura curiosidade científica. - Ele me olhou e sorriu com certo constrangimento.Eu tentava acompanhar suas palavras. - A curiosidade é uma coisa boa, não é mesmo?Ela trouxe a tecnologia para a humanidade e é essencial para o progresso."(pág. 75)


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Uma coisa que me irritou durante a leitura foi a mania insuportável da Sherry de contar praticamente tudo, está certo que depois de um certo tempo dentro de um bunker com sua família, sem poder fazer praticamente quase nada você enlouquece mesmo, mas santo deus, ela falava "fazem 120 e lalala dias que eu não como alface", "fazem cento e tantos meses que não faço isso e aquilo", e o pior é que depois de uma certa passagem do livro, no atual e fora do bunker ela continua com essa mania, tem que ter uma memória muito boa né?
A diagramação do livro é simples, naquela página de como era antes tem uma borboleta, as páginas são amarelas, a capa infelizmente é diferente da original, mas também é bonita, só o efeito de machucado e etc que ficou bem sofrido na pele da menina na poça de água, mas os detalhes dos zumbis no título da lombada ficou bem legal.Recomendo a leitura à todos, como disse não é um super livro, mas vale muito à pena ler e se aventurar com Sherry!

"É claro que me preocupo.É por isso que vou atrás deles todos os dias.Mas, se você tivesse visto o que já vi, teria de aprender a lidar com as mortes e desaparecimentos.A outra vida não existe mais.Este novo mundo tem suas próprias regras.Sobreviver aos ataques é uma delas.Se acha que vai encontrar misericórdia, está enganada.Saí do abrigo com mais de vinte pessoas.Agora, sou o único vivo."(pág. 81)

PLAYLIST 
-"Fu", Miley Cyrus - OUÇA AQUI!
-"The Love Club", Lorde - OUÇA AQUI!
-"Brown Eyes", Lady Gaga - OUÇA AQUI!

"Senti-me por um instante como uma adolescente normal, mas a dor latejante de meu pé direito me trouxe de volta à realidade."(pág. 201)

O Autor:


Susanne Winnacker estudou Direito antes de se tornar escritora em tempo integral. Mora na Alemanha com o marido, um cachorro e três coelhinhos. É fã de Jogos Vorazes, Harry Potter (os livros e os filmes), Adele, Bruno Mars, cozinhar e boa comida. Não gosta de aranhas nem de refrigerantes. Escreve no blog “;The League of Extraordinary Writers”;.

Booktrailer: https://www.youtube.com/watch?v=i6HYWk3pKfw

Resenha: "O Dom", de James Patterson e Ned Rust

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Dom"O Dom"(Bruxos e Bruxas #2)
Título Original: "The Gift"(Witch & Wizard #2)
Autor: James Patterson e Ned Rust
Tradutor: Ana Paula Corradini
Editora: Novo Conceito / Little, Brown and Company
Lançamento: 2013 / 2010
288 / 352 pág.s
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2 - Opção 3
*Adicione no Skoob / GoodReads

"Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos... Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor... Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty... Ou para, finalmente, matá-la."

"Pelo jeito é possível tirar um cara da Nova Ordem, mas não se pode tirar a Nova Ordem de um cara."(pág. 60)

Oi pessoal tudo bom?A resenha de hoje é do segundo volume da série Bruxos e Bruxas do James Patterson e autores, o livro tem linguagem simples como o primeiro, um enredo bem dinâmico e conta a continuação da história dos dois irmãos diante a luta contra a Nova Ordem, que é um regime autoritário liderado pelo Único que é o Único, um ditador com poderes mágicos que quer impor seu sistema na sociedade e fazer uma lavagem cerebral em todos.

"EU AMO A MINHA irmã, mas com certeza ela não tem o, hum, DNA emocional de espiã.Ela é 99% paixão, 1% planejamento."(pág. 65)

 Apesar do primeiro livro não ter sido um suuuuuper livro eu gostei do tema da história, pareceu bastante promissor, mas aí veio o segundo livro, o que estragou foi o modo como ele é rápido demais, e os acontecimentos vão passando atropelados, você está lendo: a menina está pensando em algo, daí no próximo capítulo ela já fez o que estava pensando e já está fazendo outra coisa, apenas é super brevemente narrado o que aconteceu, de repente já está em outra parte, em minha opinião faltou um pouco mais de narração, de detalhamento o que deixa algumas partes sem continuidade, fica cortado, como um cd riscado, é gostoso ler um livro dinâmico mas este foi exagerado demais.E uma coisa que me incomodou também foi a personalidade de Wisty, ela não se decide se é razão ou coração, mas isso faz parte.Com o decorrer do livro a narração melhora um pouquinho, mas como disse uma blogueira queria saber se o Patterson lê os livros escritos pelos co-autores antes de finalizar pois esse não pareceu isso.
 
"Não é à toa que a criatividade foi banida.É legal demais para a Nova Ordem conseguir controlar."(pág. 76)

A edição da Novo Conceito continua a mesa, páginas amarelas, capa fosca(tipo Fallen, Morte Súbita, etc) com detalhes em verniz brilhante, no final tem aquele pequeno glossário dos livros, artistas e etc proibidos pela Nova Ordem, diagramação simples.Apesar desse segundo livro ter me decepcionado no quesito qualidade de escrita e conexão dos acontecimento, ainda quero acompanhar a série para ver como será o final de tudo e o destino dos irmãos...

Nessa série o autor quis misturar alguns sucessos da literatura numa série só: bruxos + distopia + paranomal + rebelião/ditadura, eu não acho isso negativo, ao contrário acho bem legal, o problema é quando fica saturado demais e a narração extremamente rápida atrapalha,

"-Sei que às vezes você finge que já fez coisas que só leu nos livros.
-Mas não é um fingimento total.Quando você lê um livro bom, meio que acaba fazendo as coisas sobre as quais leu."(pág. 150)

Os Autores:

Foto -James Patterson
James Patterson é hoje um dos autores mais vendidos no mundo inteiro. Seu livro de estréia The Thomas Berrynan Number ganhou o Edgar Award de melhor romance policial. Foi publicado em 1976, depois de recusado por mais de 20 editores. O autor iniciou então uma série de best-sellers, incluindo os seis livros com o personagem Alex Cross, um detetive-psicólogo. Antes de se tornar um escritor em tempo integral, Patterson trabalhou na área de Publicidade por muitos anos,. Foi presidente da J. Walter Thompson, North America, de 1990 a 1996. Estudou no Manhattan College e depois na Vanderbilt
University
. Vive atualmente em Palm Beach, Flórida, com a mulher e o filho.

"Nota para mim mesma: jamais dê sugestões de tortura para criminosos.Eles já são seres possuidores de ideias criativas."(pág. 167)

 

Resenha: "Bruxos e Bruxas", James Patterson e Gabrielle Charbonnet

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bruxos e Bruxas"Bruxos e Bruxas"(Witch and Wizard #1)
Título Original: "Witch and Wizard"(Wicth and Wizard #1)
Autor: James Patterson e Gabrielle Charbonnet
Tradutor: Ana Paula Corradini
Editora: Novo Conceito / Little, Brown and Company
Lançamento: 2009 / 2013
284 / 314 pág.s
*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2

"No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós."

"ÀS VEZES VOCÊ ACORDA e o mundo está em um lugar totalmente diferente."(pág. 15)

Olá pessoas, tudo bom?A resenha de hoje é de um livro que mistura fantasia, distopia e características de movimentos e sistemas que já fizeram parte da realidade da humanidade.O livro teve uma campanha de marketing gigantesca com os blogueiros e leitores nas redes sociais, tinha realmente um grande material e conteúdo para bombar, realmente chamou a atenção do pessoal, mas poderia ter sido melhor se tivesse sido melhor realizado e planejado, e assim teria conquistado mais leitores e a atenção da internet, mas mesmo assim foi super legal, quando recebi o primeiro e-mail dizendo como remetente "Nova Ordem" falando sobre mudar o mundo e etc, jurava ser spam, mas daí na outra semana você recebe um envelope sem remetente e daí dá aquele medo, mas daí no twitter depois de ver o pessoal recebendo e pesquisar um pouco imagina ser uma grande ação de marketing.

"FOI COMO SE TIVÉSSEMOS ACORDADO e, de repente, estivéssemos vivendo em um Estado Totalitário."(pág. 34)

 O livro é narrado em primeira pessoa pelos irmãos White e Wisty(alternando um capítulo cada um), que foram acordados no meio da noite e acusados de bruxaria, como muitos outros jovens, a sociedade na história vive sob o regime da Nova Ordem, um sistema agressivo e totalitário, uma ditadura do Único que é o Único que impõe poder e reprime quem é contra.
Imaginei que seria mais um policial do Patterson e cia, mas é uma história bem diferente, uma distopia, como disse acima, a temática do livro me agradou demais, adorei ler, mas a história poderia ser melhor desenvolvida, com acontecimentos mais impactantes, a série tem potencial pra ser muito boa, tudo  vai depender do que acontecerá nos próximos livros, nesse não aconteceu muuuuuuita coisa, mas se eles souberem dar uma continuidade legal, pode ser um sucesso.

"Até alguns dias atrás, parecia que a pior coisa que poderia acontecer comigo era acordar com uma espinha no enorme no rosto no dia de tirar foto para o anuário de escola.Como é que a vida que eu conhecia podia ter mudado tão rápido e ficado tão bizarra?"(pág. 56)

Como no final do livro, em que ele põe livros, músicas, museus e artistas em que a Nova Ordem censurou, como:
-Harry Podre e a Ordem dos Idiotas;
-O Ladrão de Trovões;
-A Invenção de Bruno Genet;
-Edragão;
-The Groaning Bones;
-Lay-Z, etc...
o livro é uma grande analogia a realidade, mas essas censuras acima e outras poderiam ter sido mais usadas na história.Vi uma resenha em que a pessoa falou que os capítulos curtos atrapalham a leitura, eu acho o contrário, acho que com os capítulos curtos, a história não se torna cansativa, algumas partes achei desnecessário ser dividido em mais capítulos, poderia ser um só, mas não é algo que atrapalhe.

"Eles têm medo de mudança, e nós precisamos mudar.
Eles têm medo dos jovens, e nós somos jovens.
Eles têm medo de música, e música é a nossa vida.
Eles têm medo de livros, e do conhecimento, e de ideias.
Acima de tudo, eles têm medo da nossa magia."(pág. 244)

A edição da NC é tradicional, brochura, páginas amarelas, diagramação sem detalhes, a capa é fosca e no estilo de Fallen e Morte Súbita: camurça, emborrachada?Com detalhe da letra B em verniz brilhante e no título e autor o dourado.Fiquei feliz que a editora manteve a capa original: com a adaptação da letra é claro, de W para B.Um livro que vale a pena ler, bem divertido, e que estou muito ansioso para a continuação! *-*

"Sua unicidade faz um gesto para a multidão ficar quieta e eles calam a boca até mesmo antes de ele erguer totalmente a mão.Quantas vezes na história humana um cara como esse tomou o controle de uma sociedade inteira?Vocês sabem a resposta, meus amigos: vezes demais."(pág. 271)

PLAYLIST:
-"Radioactive", Imagine Dragons - OUÇA/ASSISTA AQUI!
-"Supernatural", Ke$ha - OUÇA AQUI!
-"Magnetic", Jessie J - OUÇA AQUI!
-"Primadonna", Marina and the Diamonds OUÇA/ASSISTA AQUI! 


"Escute, por favor: viva o momento, não se preocupe com o que vai acontecer depois, é o seu cérebro, a sua vida, a sua atitude...Vai lá e encha a sua vida de visões e sons e ideias que são maiores que você.A história já nos contou, isso sem falar nessa realidade doida de agora, o que pode acontecer se simplesmente ficarmos quietos e fizermos apenas o que as outras pessoas mandam."(pág. 272)

 Os Autores:
Foto -James Patterson
James Patterson é hoje um dos autores mais vendidos no mundo inteiro. Seu livro de estréia The Thomas Berrynan Number ganhou o Edgar Award de melhor romance policial. Foi publicado em 1976, depois de recusado por mais de 20 editores. O autor iniciou então uma série de best-sellers, incluindo os seis livros com o personagem Alex Cross, um detetive-psicólogo. Antes de se tornar um escritor em tempo integral, Patterson trabalhou na área de Publicidade por muitos anos,. Foi presidente da J. Walter Thompson, North America, de 1990 a 1996. Estudou no Manhattan College e depois na Vanderbilt University. Vive atualmente em Palm Beach, Flórida, com a mulher e o filho.
 
 

Resenha: "Estilhaça-me", de Tahereh Mafi

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Estilhaça-meEstilhaça-me
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
304 pág.s
Lançamento: 2012
Tradução: Robson Falchetti Peixoto
*Adicione no Skoob
Onde comprar: MELHORES PREÇOS
"Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro."

A história começa com Juliette relatando como foi e está sendo sua vida presa neste calabouço por um assassinato que cometeu sem o propósito, sozinha, com frio, se alimentando horrivelmente, um mundo distópico que Tahereh Mafi criou, com a comida, florestas e animais praticamente dizimados e extintos.

"Estou aprisionada há 264 dias.
Não tenho nada senão um caderno e uma caneta quebrada e os números na cabeça para me fazer companhia.Uma janela.Quatro paredes.Espaço de 1,48 m².Vinte e seis letras de um alfabeto do qual não fiz uso em 264 dias de isolamento."

 As características mais vísíveis no modelo de escrita da autora são a repetição de palavras, quando ela demonstra o quanto o sentimento está sendo forte, seja ele de amor, desejo ou raiva; senti que algumas partes faltaram algumas vírgulas na escrita não sei se por erro de digitação ou da autora mesmo, mas nada que prejudicasse o entendimento da leitura, e também o uso do grifar(não me lembro o nome disso, ex: quote abaixo), de como isso fosse uma ironia, desejo da personagem.Neste livro achei muitos quotes no começo, várias frases eu ia lá com o post-it verdinho e marcava, encontrei vários erros de digitação, acho que faltou a editora dar uma reforçada na revisão.

"Não há tantas ávores como antes, é o que dizem os cientistas.Eles dizem que nosso mundo costumava ser verde.Nossas nuvens costumavam ser brancas.Nosso Sol era sempre o tipo certo de luz.Mas tenho frágeis memórias desse mundo.Não me lembro muito de como era antes.A única existência que conheço agora é a que me foi dada.Um eco do que costumava ser."

Não sei se por consequência da personagem principal ficar muito tempo sozinha, uquando ela consegue ficar em contato com outro personagem, no caso Adam, seu amor, ficou bem romântico, pra mim algumaz vezes cansativo, esperava um pouco mais do livro, mas gostei muito, o que realmente me deixava elétrico na leitura era quando a autora introduzia a parte científica e ação.

"Meus pais pararam de tocar em mim quando passe a engatinhar.Fiz meus colegas de classe chorar só por lhes segurar as mãos.Os professores me faziam trabalhar sozinha para que eu não machucasse as outras crianças.Nunca tive um amigo.Nunca conheci o aconchego do abraço de uma mãe.Nunca senti a ternura do beijo de um pai.Eu não sou louca."

Gostei muito das analogias que a autora fez, de como ela mesmo diz no livro: o ato de estar "abusando" da natureza, de como na história uma árvore, uma comida boa e animais é uma raridade, e no caso os animais terem sumido mesmo, que em minha opinião é o que tende a acontecer mesmo.E também, em relação a Juliette por causa desse dom problema, o fato de seus pais, e todos nem tocarem nela e a rejeitarem por isso, e de como as pessoas, a sociedade atual nem "toca" em você pelo simples fato de você não ser como todos, pelo medo de você ser diferente.

"Sei por que fui atirada da margem do planeta e há dezessete anos ando tentando me segurar.Há dezessete anos ando tentando escalar de volta, mas é quase impossível segurar a gravidade quando ninguém está disposto a lhe dar a mão."


A diagramação é diferente, mas simples, com o detalhe no começo de cada capítulo, a capa é linda demais, e a Novo Conceito colocou ela brilhante que ficou mais linda ainda, mas para os que imaginam a capa dos próximos livros, a autora anunciou as novas capas que serão lançadas nos próximos volumes e o relançamento do primeiro:

Vol.1

Vol.2
Extra contado pelo vilão da série
"-Tinha esquecido meu próprio rosto - sussurro.
-Apenas não esqueça quem você é - diz ele.
-Eu não sei mesmo.
-Sim, você sabe. - Ele ergue meu rosto. - Eu sei."

Playlist:

-Princess Of China - Coldplay & Rihanna - Vagalume
-Somebody That I Used To Know - Gotye - Vagalume 
-Dark Paradise - Lana Del Rey - Vagalume 

Foto -Tahereh Mafi
Ela tem 24 anos. Nasceu em uma cidadezinha de Connecticut e hoje mora em Orange County, California - onde bebe muita cafeína e acha o tempo muito perfeito para seu gosto. Quando não encontra um livro, ela pode ser vista lendo papéis de bala, cupons e receitas antigas. "Estilhaça-me" é seu livro de estreia e o primeiro de uma trilogia. "Foreign rights have sold in 20 territories to-date and film rights have been optioned by 20th Century Fox. Her work is represented by Jodi Reamer of Writers House, LLC"

Com 10 comentários eu solto a promoção valendo o kit do livro!Comentem pessoas!Abraços!
 

 
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