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Doki Doki #22 - Ano Novo Japonês

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

   Olá doki dokianos! 
   Primeiramente Feliz Natal e Feliz Ano Novo atrasado! \o/
   Tudo de bom para todos nesse novo ano!
   
   Hoje nós vamos aproveitar essa onda de fogos e parabenização e vamos falar sobre o ano novo japonês. 





   O ano novo japonês, ou oshougatsu, é bem diferente do nosso ano novo e é uma das datas mais importantes do calendário. 
   Diferente de nós, os japoneses não comemoram o ano novo somente da virada de dia 31 para dia primeiro ou somente no primeiro dia do ano, ao contrário, tuda uma preparação começa assim que termina o natal.
 Após o natal os japoneses já começam a se preparar fazendo nos lares a limpeza geral de final de ano, o ôsoji, pois lá eles acreditam que no primeiro dia do ano tudo de ruim fica no ano que passou.  
   Assim que o ano vira, as pessoas vão a templos ouvir o sino badalar 108 vezes, que dizem ser o número de desejos mundanos do ser humano. E também, as famílias costumam comer  toshikoshi soba, o macarrão de trigo sarraceno, para desejar felicidade para a família por um longo tempo. 
  No primeiro dia do ano as pessoas passam em família, comendo osechi-ryôri - que é um prato especial de ano novo e fazendo hatsumôde (a primeira reza do ano) em templos. 
   Mas além da comemoração do último dia do ano velho e primeiro dia do ano novo, a festa ainda acontece por mais alguns dias ou até mesmo uma semana, onde o comércio e bancos fecha como feriado.  
   Vário eventos são realizados no primeiro mês do ano, pois acreditam que o toshigami - Deus do Ano Novo e espírito dos antepassados - vêm visitar nesse período, sendo assim, vários cultos são realizados pela família e comunidade. 




   Diferente de nós que bebemos, festejamos, estouramos champanhe e nos entupimos de comida em um ou dois dias, para os japoneses, todo esse período é dedicado a purificação, um período de orações e de dar boas vindas ao ano que esta chegando. 




   E uma última curiosidade: diferente de nós que saudamos o ano que está entrando com um "Feliz Ano Novo", os japoneses agradecem tudo que foi obtido no ano que terminou com um “Akemashite omedetou gozaimasu!”. 

   É isso gente! 
   Kissus da Jess >.< 

   Fontes:
   http://www.s-i-a.or.jp/child/portugal/pdf/gyouji_port.pdf

   http://madeinjapan.uol.com.br/2005/12/21/oshougatsu-o-anno-novo-japones/



Jéssica  Paloma (eu, prazer) é resenhista do blog (livros *-*), ela está no 2º ano de Educação Física na UNICAMP (não tá fácil não galera >.<), adora ler livros (você disse LIVROS? *-*) e mangás, assistir animes, dança e a arte no geral. 


Coluna "Doki Doki" é publicada aqui de 15 em 15 dias , não percam!!!

   

Doki Doki #21 - Festival Obon

sábado, 14 de dezembro de 2013

   Eiii! 
   Hoje nós vamos falar sobre um dos festivais mais importantes do Japão: o festival Obon. 





   O festival obon é um feriado que acontece todo ano com o intuito de homenagear os ancestrais, fazendo uma comparação não muito boa podemos lembrar do nosso dia de finados aqui no Brasil, porém o deles é realmente bem diferente. 
Há a crença de que durante o festival os espíritos voltam para visitar os seus parentes, por isso é celebrado com muitas festas e rituais. Lanternas com o símbolo da família são penduradas em frente as casas para que os espíritos dos antepassados encontrem o caminho e muitas danças são realizadas. Ocorrem visitas aos túmulos, assim como oferendas de alimentos e flores são feitas em templos e em  “Butsudan” (altares montados nas residências).

   Ele acontece em 3 dias a partir do 13 º ao 15 º dia do 7 º mês do ano. No calendário solar esse mês seria Julho, porém no antigo calendário lunar (baseado nos ciclos da lua) esse mês seria Agosto, por isso, os meses de comemoração do Obon variam de região a região, apesar de nos últimos anos as comemorações terem predominado em Agosto, para coincidir com as férias de verão.

   O festival obon é comemorado a mais de 500 anos e originou-se com o budismo chinês, com a intenção de salvar os mortos que não conseguem desencarnar. Quando adotada pelos japoneses tornou-se um momento para cultuar a memória dos antepassados.

   No último dia do festival, no final da tarde, é realizada a cerimonia de "Toro Nagashi", que são lanternas flutuantes com os nomes dos falecidos escrito nelas e que são lançadas sobre as águas dos rios, lagos e mares a fim de guiar os espíritos no caminho de volta para o seu mundo, já que  o fogo é o elemento que ilumina a chegada das almas dos antepassados e também o caminho de volta. Esse dia também é conhecido como "festival das lanternas".






 Durante o Obon são tocadas músicas tradicionais alegres e, sobretudo, predomina um clima de jovialidade, gratidão e participação geral. Muitas famílias aproveitam a oportunidade para se reencontrarem, voltando das grandes cidades aos seus lugares de origem.




   A lenda do Monge Mokuen 

   Conta que Mokuen resolveu usar o seu poder para ver em qual plano astral encontrava-se o espírito de sua mãe, que havia morrido a pouco tempo. Como ela era uma pessoa muito bondosa, Mokuen imaginou que pudesse encontrá-la no Nirvana, mesmo local onde dizem ser a morada do Senhor Buda (o equivalente ao paraíso relatado na Bíblia Sagrada).

   Entretanto, o monge ficou surpreso ao descobrir que sua mãe renascera na dimensão dos Gaki (demônios famintos). Os seres que habitam esse mundo são esfomeados e sofrem de eterna sede. Ao ver sua amada mãe naquela situação de penúria, Mokuen,  que possuía o poder de fazer viagem astral, levou comida para ela. Porém, um fato inesperado aconteceu e aumentou o sofrimento de Mokuen: cada vez que a mãe colocava um pouco de comida, o alimento se transformava em fogo e queimava sua boca.
   Durante uma oração prolongada, Mokuen pediu ao sagrado Buda que ajudasse a aliviar a dor e o sofrimento de sua mãe. Buda, então, ouviu suas orações e aconselhou Mokuen para no dia 15 de julho, manter todos os monges da localidade enclausurados dentro de um grande mosteiro com o objetivo de que eles ficassem pelo menos por um dia sem pisar nos pequenos insetos e nas flores
.  No dia combinado, Mokuen chamou todos os monges da região para o grande mosteiro, dizendo que lhes ofereceria um grande banquete em homenagem à sua falecida mãe. Foi feita tanta comida que os monges passaram o dia inteiro comendo, bebendo e cantando, e ninguém se lembrou de sair do mosteiro. Quando o dia terminou, o espírito da mãe de Mokuen apareceu para transformada em um ser do 6º Plano Astral. Ela estava iluminada e tão leve que chegava a flutuar.
   Ao ver sua mãe iluminada e flutuando como um chouchin (lanterna de papel) ao vento, Mokuen ficou tão feliz que começou a dançar de alegria.
   Os monges, que estavam alegres de tanto comer e beber, gostaram da dança de Mokuen e saíram dançando atrás dele, acabando por  formar uma grande roda que passou a simbolizar o círculo da felicidade. Assim surgiu o Bon Odori, como dança que faz homenagem ao espírito de pessoas falecidas.
   Por hoje é isso galera! 
   Kissus da Jess! >.<

   Fontes:



     Jéssica  Paloma (eu, prazer) é resenhista do blog (livros *-*), ela está no 2º ano de Educação Física na UNICAMP (não tá fácil não galera >.<), adora ler livros (você disse LIVROS? *-*) e mangás, assistir animes, dança e a arte no geral. 


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Doki Doki #20 - Samurai

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

    Olá galera! 
   Em primeiro lugar mil perdoes! A coluna era para ter saído ontem, mas houve uns probleminhas na minha faculdade que ocasionaram esse atraso. Mil perdões galera, isso não vai mais acontecer! ;)
   E agora indo direto ao ponto, hoje nós vamos falar sobre um assunto muito interessante e meio profundo em determinado sentido: os samurais! 





   Os samurais existiram do século X até a era Meiji no século XIX. Em japonês, samurai significa "aquele que serve", ou seja, sua função era servir os senhores feudais (daimyo) com total lealdade e em troca recebiam terras ou pagamentos (que eram geralmente efetuados em arroz). 
   Era praticamente a mesma relação de senhor feudal e cavaleiros da Europa medieval, entretanto, o grande ponto diferencial do samurai é seu código de honra e ética e seu modo de encarar a vida. 

   No começo, samurais eram apenas simples coletores de impostos, que era preciso serem fortes para conterem estabelecer a ordem e ir contra as vontades dos camponeses. Depois, no século X, foi oficializado o termo samurai e este ganhou uma série de novas funções, como militar. 
   Nessa época bastava adestrar-se nas artes marciais, manter uma reputação e ser habilidoso o suficiente para ser contratado por um senhor feudal para se tornar samurai, o que significava que qualquer pessoa podia fazê-lo. Posteriormente o título de samurai começou a ser passado de pai para filho.
    Após tornar-se samurai, o sujeito recebia o direito de carregar consigo um par de espadas à cintura, denominado "daishô": um verdadeiro simbolo samurai. 
   Além disso, todos os samurais dominavam o manejo de arco e flechas, outros bastões, lanças e outras armas menos comuns. 




   Os samurais obedeciam a um código de honra não-escrito denominado bushidô (caminho do guerreiro). Segundo esse código, os samurais não poderiam demonstrar medo ou covardia diante de qualquer situação.
     Havia uma máxima entre eles: a de que a vida é limitada, mas o nome e a honra podem durar para sempre. Por causa disso, esses guerreiros prezavam a honra, a imagem pública e o nome de seus ancestrais acima de tudo, até da própria vida.


   A morte então era um jeito de perpetuar a sua existência, o que diminuía a sua hesitação nos campos de batalha, o que tornou o samurai um dos guerreiros mais letais da antiguidade.
   O mais interessante e surpreendente nesses guerreiros é que eles tinham uma determinação em escolher a própria morte ao invés do fracasso. Se eles eram derrotados ou fracassavam, a honra exigia a morte em um ritual chamado haraquiri ou seppuku, no entanto, essa morte não podia ser rápida e indolor, mas consistia em fincar a espada no lado esquerdo do abdome, cortando a região central do corpo, e terminar puxando a espada para cima. O que com certeza era uma morte lenta e dolorosa, muitooo dolorosa! 
   E com o bônus de que ele deveria mostrar total autocontrole diante das testemunhas presentes.  
   A morte, nos campos de batalha, quase sempre era acompanhada de decapitação. A cabeça do derrotado era como um troféu, uma prova de que ele realmente fora vencido.




   É a partir de todos esses fatos que o samurai era (e as vezes ainda é) considerado pelos ocidentais como um guerreiro rude e grosseiro, quando na realidade além de guerreiros habilidosos e com todo esse senso de honra eles também sabiam esgrima e eram alfabetizados. Alguns eram poetas, pintores, escultores e usavam outras formas de arte para treinar a mente. 
     O caminho espiritual também fazia parte do ideal de homem perfeito que esses guerreiros buscavam. Nessa busca os samurais descobriram o Zen-budismo, como um caminho que conduzia à calma e à harmonia.

   Ufa! Comprido, mas bonito vai! Não dá pra negar! Mas eu adoro, então sou suspeita! kkk
   
   Pra finalizar, vou deixar aqui o link de um vídeo que é um trailer de um filme inspirado em um mangá e anime muito famoso (Samurai X), que foi lançado no ano passado! Muito bom! >.< 
   O nome é " Rurouni Kenshin (Samurai X)" 




    
    É isso galera! Espero que tenham gostado! 
   Kissus da Jess! >.< 


Fonte: http://www.portalmie.com/japao/tradicao/samurais.htm


 Jéssica  Paloma (eu, prazer) é resenhista do blog (livros *-*), ela está no 2º ano de Educação Física na UNICAMP (não tá fácil não galera >.<), adora ler livros (você disse LIVROS? *-*) e mangás, assistir animes, dança e a arte no geral. 



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Doki Doki #19 - Tsuru

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

   Oi amorecos, como estão? 
   Hoje nós vamos falar sobre o tsuru ou a "ave sagrada da longevidade"! 





      Os tsurus, no ocidente conhecidos como cegonha ou grou, são aves grandes, de cores contrastantes, plumagem clara, chegando ao branco, com extremos de fascinante degradê vermelho, e dotado de inigualável encanto. Beleza essa considerada sagrada pelos japoneses que acreditam que o pássaro representa a vitalidade da juventude.
Na cultura asiática, são tidos como os pássaros mais velhos do planeta, com expectativa de vida de cerca de mil anos.
Eram os pássaros companheiros dos eremitas que faziam meditação no alto das montanhas. Tidos como Eremitas Místicos, supunham ter poderes sobrenaturais que retardava o envelhecimento.
Ao longo dos anos, por terem sido companheiros dos eremitas, creditaram aos tsurus a mística de serem um talismã poderoso, aves com ações sobrenaturais e capazes de retardar o processo de envelhecimento. Dessa forma, o pássaro ganhou o título de “Pássaro da longevidade”.
Na Ásia, a crença da juventude perdura até os dias atuais, onde os tsurus simbolizam a mocidade eterna e a felicidade plena.

   No Japão, acredita-se que dobrar 1.000 origamis de tsurus com a mente direcionada para uma necessidade, garante seu desejo realizado.
   Aos enfermos, papéis para fazer origamis de tsurus são oferecidos pelos visitantes, amigos, parentes etc. A lenda diz que quanto mais origamis de tsurus o adoentado fizer, mais rápida será a sua recuperação.



   Lenda das mil penas de tsuru. 
   Conta a lenda que um camponês muito pobre vivia em uma cabana humilde e seu único alimento era algumas verduras que colhia de sua terra cansada.
   Um dia, enquanto tentava plantar em sua terra mais ao longe por achar menos árida, encontrou uma cegonha com a asa quebrada. A ave não podia voar em busca de alimento, estava fraca e beirando a morte. O camponês sentindo compaixão por tamanho sofrimento, rapidamente tomou a cegonha em seus braços e a levou para sua cabana. Ele cuidou de sua asinha e pacientemente colocou em seu bico algumas sementes. Com o passar dos dias, a cegonha melhorou. A bondade do camponês a livrou da morte e quando ela pôde voar, o camponês a libertou.
   Alguns dias depois, uma mulher adorável apareceu em sua cabana pedindo que lhe desse abrigo por uma noite. O camponês, por ser uma pessoa de bom coração, não negaria esta caridade à pessoa alguma. Porém, a beleza daquela mulher fez com que ele acreditasse que deixá-la dormir em sua humilde cabana era realmente uma honra.
   Após aquela noite os dois se apaixonaram e se casaram. A noiva era delicada, atenciosa e tinha tanta disposição para o trabalho quanto era bonita. E assim eles viviam muito felizes. Mas para o camponês, que já tinha muita dificuldade quando vivia sozinho, ficou muito mais difícil ainda cobrir as despesas que sua nova vida de casado lhe trazia.
   Preocupada com esta situação, a esposa disse ao marido que produziria um tecido especial, pois tecer era um trabalho comum para as mulheres nessa época. Ele poderia vendê-lo para ganhar dinheiro, mas ela o alertou que precisaria fazer seu trabalho em segredo, e que ninguém, nem mesmo ele, seu marido, poderia vê-la tecer.
   O homem construiu uma pequena cabana nos fundos de sua casa onde ela trabalhava trancada durante três dias. O marido só ouvia o som do tear batendo. A curiosidade e a saudade que tinha de sua bela mulher fazia com que estes dias demorassem muito para passar.
   Quando o som da tecelagem parou, ela saiu com um lindo tecido entre os braços, de textura delicada, brilhante e com desenhos exóticos. A tecelã lhe deu o nome de “mil penas de Tsuru”.
   Ele levou o tecido para a cidade. Os comerciantes ficaram surpreendidos e lutaram entre si para consegui-lo. O vendedor pagou com muitas moedas de ouro por ele. O pobre homem não podia acreditar que tão de repente a sorte começasse a lhe sorrir. Desde então, a esposa passou a trabalhar no valioso tecido outras vezes. O casal podia, com o fruto da venda, viver em conforto. A mulher, porém, tornava-se dia após dia mais magra.
   Um dia, ela disse que não poderia tecer por um bom tempo. A mulher estava muito cansada. Seus ossos lhe doíam e a fraqueza quase a impedia de ficar em pé.
   O camponês a amava muito e acreditava naquilo que ela dizia, no entanto, tinha experimentado a cobiça. Ele havia contraído algumas dívidas na cidade e pediu para que ela tecesse somente por mais uma vez. No princípio ela não aceitou, mas perante a insistência do marido, cedeu e começou a tecer novamente.
Desta vez ela não saiu no terceiro dia como era de costume, o homem ficou preocupado. Mais três dias se passaram sem que ela aparecesse e isso começou a deixar o marido desesperado.
No sétimo dia, sem saber mais o que fazer, ele quebrou sua promessa, espiando o serviço de tecelagem que ela fazia.
   Para a sua surpresa, não era sua mulher que estava tecendo. Arqueada sobre o tear encontrava-se uma cegonha, muito parecida com aquela que o camponês havia curado.
   O homem mal pôde dormir à noite, pensando o que teria acontecido com a mulher que amava. Amaldiçoava-se por ter sido insaciável e praticamente ter obrigado a sua querida esposa a tecer mais uma vez.
   Na manhã seguinte, a porta da cabaninha se abriu e o camponês com o coração aos saltos fixou seus olhos na porta, esperançoso em ver a sua esposa sair dela com vida.
   A mulher saiu da cabana com profundas olheiras, trazendo o último tecido nas mãos trêmulas. Entregou-o para o marido e disse, “Agora preciso voltar, você viu minha verdadeira forma, sendo assim, eu não posso mais ficar com você”.
   Depois de dizer estas palavras, transformou-se em sua verdadeira forma para em seguida alçar voo,  exibindo um lindo rastro de pó cintilante, e deixando o arrependido camponês, em eterna lágrimas.




   Sadako Sasaki 
      Sobre dobrar os mil tsurus de origami e ter seu desejo realizado, a lenda foi reforçada a partir de uma das mais belas histórias de esperança e luta pela vida.
No dia 6 de agosto de 1945, ocorreu um dos mais trágicos eventos da história da humanidade: os Estados Unidos detonaram sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, a primeira bomba atômica da 2ª Guerra Mundial.
Três dias depois seria a vez da cidade japonesa de Nagasaki  sofrer com um ataque nuclear. A bomba caiu a pouco mais de um quilômetro da casa da menina Sadako Sasaki, que na época tinha dois anos de idade. A mãe de Sasaki conseguiu salvá-la da explosão, no entanto, durante a fuga, as duas tomaram da chuva radioativa que caiu após o ataque.
   Sasaki viveu normalmente até os 12 anos de idade, quando descobriu que estava com leucemia (câncer no sangue), devido a radiação nuclear a que foi exposta.
   Em tratamento no hospital, ela recebeu a visita de uma amiga que lhe contou a lenda dos mil tsurus de papel.
   Logo Sasaki começou a fazer as dobraduras, mentalizando sempre a sua cura, para que ao final do trabalho ela saísse do hospital livre da leucemia.
   Sasaki, no entanto, não teve forças para completar os mil pássaros de papel que pretendia, tendo feito 964 tsurus até o dia 25 de outubro de 1955, quando veio a falecer. Seus colegas de classe completaram os tsurus de papel que faltavam a tempo para seu enterro. A notícia do esforço de Sasaki logo se espalhou pelo Japão e pelo mundo.
   Estudantes de mais de 3.000 escolas do Japão e de 9 outros países,  iniciaram uma campanha para a construção de um monumento na cidade de Hiroshima em memória de Sasaki e de outras milhares de crianças, que morreram, ficaram feridas ou estavam doentes em decorrência da bomba. O apelo popular foi atendido e, em 05 de maio de 1958, foi inaugurado em Hiroshima, no Parque da Paz, o Monumento da Paz das Crianças, com a Estátua da menina Sasaki erguendo um origami de tsuru.
   A história de Sadako Sasaki é considerada como um dos símbolos da luta pelo fim das armas nucleares. A vontade de viver da menina japonesa, que se pôs a fazer mil origamis de tsurus, transformou-se no símbolo da paz, tanto que todos os anos, no dia 6 de agosto, no qual se comemora o Dia da Paz, milhares de pessoas enviam tsurus ao Monumento da Paz das Crianças, como também , visitam todos os memoriais erigidos com esse propósito, depositando milhares de tsurus com a intenção de mostrar que a esperança e o desejo de dias melhores ainda existem em nosso planeta.

   Bem gente, por hoje é isso!
   Espero que tenham gostado!
   Beijos com carinho!
   Jess >.<
  
   Leiam que esse site é basicamente demais! 

   Jéssica  Paloma (eu, prazer) é resenhista do blog (livros *-*), ela está no 2º ano de Educação Física na UNICAMP (não tá fácil não galera >.<), adora ler livros (você disse LIVROS? *-*) e mangás, assistir animes, dança e a arte no geral. 

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Doki Doki #18 - Sakuya Hime

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

   OiOiOi!
   Como passaram esses últimos quinze dias, simbolistas? >.<
   Ainda sobre a mitologia japonesa, hoje vamos falar sobre a princesa 
Konohana Sakuya e sua história com Ninigi, o rei dos mares.

   





   Konohana Sakuya é a Deusa do Monte Fuji e das flores de cerejeira do Japão. Seu nome significa, "princesa das arvores de flores abertas". Filha do Deus das Montanhas e irmã da Deusa das Pedras, Sakuya Hime rege a terra, o fogo e as cerimonias. 
   A princesa Konohana Sakuya Hime faz parte da mitologia japonesa em que narra a historia de Sakuya Hime e o deus dos mares Ninigi
   
   Reza a lenda que eles se encontraram no litoral e ficaram perdidamente apaixonados. Ninigi então pedio a mão de Sakuya Hime para seu pai Oho Yama (em outra fonte estava Yamatumi ) mestre das montanhas, que propôs a ele a mão de sua outra filha, Ywa Naga (símbolo de pedra) , que era mais velha que Sakuya. Mas Ninigi esta apaixonado por Sakuia e não aceitou a mão da outra filha do Oho Yama. Sendo assim seu pai aceitou e eles se casaram. 
   Por Ninigi não ter aceito Ywa Naga, princesa das pedras, a vida dos humanos se tornou curta e fugaz assim como as flores de cerejeiras, ao invéz de estável e duradouras como as pedras. 



   Conta-se que Sakuya ficou grávida em apenas uma noite, levantando as suspeitas de Ninigi que esse filho não era dele e sim de outro. 
   Sakuya se sentindo ofendida e magoada, com essa acusação de Ninigi fez uma cabana sem portas e foi a morar nela, dizendo que quando o seu filho nascesse iria atear fogo na cabana, e se ela e o seu filho sai cem de la ilesos esse filho era sim de Ninigi. Após o parto foi cumprida com a sua promessa, eles saíram ilesos e foi comprovado que sim o filho era de Ninigi. Melhor, os filhos pois foram trigémeos Hoderi, Hosuseri e Hoori.


 
   Em suas imagens, Sakuya Hime na mão direita, leva um espelho, símbolo xintoísta de pureza. A mão esquerda segura um galho de sakaki, árvore sagrada com poderes sobrenaturais. Sakuya Hime enfeita o cabelo com uma graciosa tiara em forma de borboleta.



   Espero que tenham gostado! >.<
   Kissus da Jess!

   Fontes:


   http://umolhargaijin.wordpress.com/2012/04/03/lendas-japonesas-konohana-sakuya-hime-%E6%9C%A8%E8%8A%B1%E4%B9%8B%E9%96%8B%E8%80%B6%E5%A7%AB/

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Doki Doki #17 - Amaterasu, Tsukuyomi e Susanoo

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

   Olá olá olá simbolistas! 
   Lembrando que continuaremos na sequencia das lendas e mitologia japonesa, depois de falar sobre o mito da criação, Izanami e Izanagi, hoje nós vamos dar sequência falando sobre Amaterasu (encarnação do sol), Tsukuyomi (encarnação da lua) e Susanoo (encarnação do mar). 

Amaterasu

Susanoo

Tsukuyomi

   Primeiramente preciso lembrar que para que entendam sobre as lendas de hoje é necessária a leitura do Doki Doki #16, ok? >.<
   Então, vamos lá! 
   Retomando a história de Izanami e Izanagi no Yomi, enquanto Izanagi purificava-se no rio após se recuperar de sua descida ao Yomi diversas divindades eram formadas em ornamentos e impurezas que desprediam de seu corpo. Diversas divindades surgiram quando ele mergulhou o rosto na água para se purificar. Os kamis (deuses) mais importantes foram criados a partir de seu rosto:
  • Amaterasu (encarnação do sol) a partir de seu olho esquerdo
  • Tsukuyomi (encarnação da lua) de seu olho direito e
  • Susanoo (encarnação do mar) do seu nariz
Izanagi dividiu o mundo entre eles. A deusa Amaterasu herdaria os céus, Tsukuyomi tomaria o controle da noite e Susanoo seria o deus da tempestade e dos mares.

   Susanoo, descontente com a negociação destinada a remediar uma disputa entre os seus dois irmãos, faz grandes patifarias à irmã Amaterasu, 'deusa do Sol', a ponto de a fazer fugir para uma caverna chamado Iwayado, deixando o mundo na escuridão. Todos os outros kami, reunidos, concebem então um plano para a fazer sair. Com grande alarido, gritos e risos, despertam a curiosidade da deusa solar, que a leva a entreabrir a entrada da caverna. Atraída por um espelho colocado à sua frente, acaba por sair, sendo então fechada a caverna, para a impedir de que entrasse novamente. Garantida de novo a luz, Susano é condenado a pagar uma multa e a ser desterrado dos céus. Mais tarde, ele arrepende-se e acaba por presentear a irmã com um esplêndido sabre retirado do corpo de um dragão que ele matou.
Susanoo aparece em várias histórias. Uma história fala do comportamento impossível de Susanoo contra Izanagi. Izanagi, cansado de sofrer ataques de Susanoo, desapareceu no Yomi. Susanoo desgostoso concordou, mas tinha negócios inacabados para resolver primeiro. Ele foi para Takamanohara (céu) para dizer adeus a sua irmã, Amaterasu. Amaterasu sabia que seu irmão não tinha boa intenção em mente e se preparou para a batalha. Amaterasu pensando que Susano queria o Takaamahara para si vai ao encontro de Susano.
Susano propõe um acordo para provar que suas intenções são boas. Amaterasu concorda. Primeiro, Amaterasu pega a espada de Susano e cria três deusas, as Munakata Sanjojin. Então, Susano pega um colar de jóias de Amaterasu e nascem cinco deuses, todos homens.
Amaterasu diz que os deuses que nasceram a partir do colar de jóias foram feitos a partir de um objeto seu, portanto são filhos dela. Amaterasu afirma também que os deusas que nasceram da espada são filhas de Susano. Todos os deuses dominavam um elemento da criação e da destruição: o ar, a luz e a natureza. Ambos os deuses reivindicaram a vitória. A insistência causou violentas campanhas que atingiu seu clímax quando Susanoo jogou um 'cavalo morto celestial' sobre os teares das criadas tecelãs de Amaterasu onde uma de suas criadas morreu. Amaterasu fugiu e se escondeu na caverna chamada Iwayado. Enquanto a deusa do sol desapareceu, as trevas cobriam o mundo

   Só como observação, aqui eu usei como fonte a Wikipédia, porém, eu outros lugares eu já li que a morte da criada de Amaterasu devido ao cavalo morte celestial jogado por Susanoo foi o que ocasionou a primeira fuga dela para a caverna Iwayado, sendo assim, não foram duas fugas, apenas uma, mas os motivos são sempre esses dois mencionados acima, a morte da criada e as patifarias de Susanoo (o que na minha opinião estão ambos muuuuito relacionados kk). 
   Acho que é só por hoje! >.<
   Espero ter deixados todos mais curiosos! kkk
   Valeu galera! 
   Kissus da Jess! >.<
  Jéssica  Paloma (eu, prazer) é resenhista do blog (livros *-*), ela está no 2º ano de Educação Física na UNICAMP (não tá fácil não galera >.<), adora ler livros (você disse LIVROS? *-*) e mangás, assistir animes, dança e a arte no geral.

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Doki Doki #16 - Lendas e mitologia japonesa

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

   E ai pessoas lindas, tudo bem? 
   Hoje nós vamos começar uma nova fase aqui, vamos começar falando sobre lendas japonesas, assim como a mitologia japonesa (*-*)! 





   Primeiramente, é preciso saber que a mitologia japonesa explica o surgimento dos deuses, como o mundo foi criado e a origem dos imperadores japoneses (nada muito fora do comum das outras mitologias se pararmos para pensar, todos querem essa explicação kkk).
   Começaremos hoje do inicio, literalmente! Com o mito da criação! 
   O mito da criação diz que os deuses convocaram dois seres divinos à existência, o macho Izanagi e a fêmea Izanami, e ordenou-lhes para criarem seus primeiros lares. 
   Para ajudá-los a fazer isso, os deuses deram ao Izanagi e Izanami uma lança decorada com jóias, chamado Amenonuhoko (lança do céu). As duas divindades eram a ponte entre o Céu e a Terra (Amenoukihashi) e agitaram o mar com a lança do céu. Quando as gotas de água caíram da ponta da lança, a ilha Onogoro-shima foi formada. Eles desceram a ilha a partir de uma ponte do céu. 
   Eles tiveram dois filhos, Hiruko e Awashima, mas eram imperfeitos e não eram considerados deuses. Em seguida, eles colocaram as duas crianças num barco que foi arrastada pela correnteza de Onogoro-shima. Então eles perguntaram aos deuses o que eles fizeram de errado. Após receberem a resposta Izanagi e Izanami decidiram se casar novamente e seu casamento foi um sucesso.
   Desta união nasceram o Ohoyashima, ou as oito principais ilhas do Japão. Eles criaram muitas ilhas e muitas divindades.

   Confuso, um pouco não acham? kkkkk Vamos falar um pouco sobre Izanagi e Izanami para não ficarmos tão perdidos! >.<

   Izanagi e Izanami geraram todos os outros kamis do mundo, mas Izanami morreu ao dar à luz ao Kagutsuchi (encarnação de fogo). 
   Perdido em raiva, Izanagi matou Kagutsuchi. Sua morte também criou dezenas de divindades. Izanagi inconformado com a morte de Izanami empreendeu uma viagem a Yomi ou "a terra sombria dos mortos." As saídas de Yomi são guardadas por criaturas terríveis e é onde os mortos vão para, aparentemente, apodrecer por tempo indefinido. Uma vez caída lá, a alma nunca mais poderá voltar para a terra dos vivos. 
   Ela, prometendo retornar, diz que vai para o Submundo e que lá ele não poderia ir, tendo de esperar. Izanagi espera, mas depois de muito tempo resolve quebrar a promessa e vai atrás de Izanami.
    Izanagi procura Izanami e rapidamente a encontrou. Inicialmente Izanagi não poderia vê-la porque as sombras a escondiam, mas ele pediu a Izanami para ela voltar com ele. Izanami disse que era tarde demais pois já tinha comido o alimento do submundo e pertencia agora a terra dos mortos. Ela não poderia voltar à vida. Izanagi ficou chocado com a notícia mas concordou em retornar ao mundo superior, mas antes pediu para deixá-lo dormir na entrada do submundo. 
   Enquanto ele dormia ao lado dela, Izanagi pega uma pente que prendia o cabelo de Inazami acendendo fogo para usar como uma tocha. Sob a luz da tocha, ele observa a forma horrível de Izanami outrora bela e graciosa. Agora era uma forma de carne em decomposição que dava luz a vários demônios, com vermes e criaturas demoníacas deslizando sobre seu corpo. 
   Ela, percebendo a audácia de seu marido, manda os demônios o perseguirem. Fugindo das criaturas demoníacas, Izanagi pega a pente e o quebra, jogando seus pedaços no chão. Os demônios, famintos, devoram os brotos de bambu que surgiram da pente. Izanagi foge dos demônios, e rolando uma pedra enorme, os prende no Yomi. 
   Izanagi furioso por Izanami lhe trair, usa os poderes do sol e destroi todos os demônios. E assim começou a existência da morte, causada pelo orgulho de Izanami.

Izanami e Izanagi

Izanami e Izanagi


   Acho que já esta bom pra um começo, não é? kkk
   No próximo post a mitologia começa a ficar mais divertida >.<
   Valeu galera! 

   Kissus da Jess! >.<

Jéssica  Paloma (eu, prazer) é resenhista do blog (livros *-*), ela está no 2º ano de Educação Física na UNICAMP (não tá fácil não galera >.<), adora ler livros (você disse LIVROS? *-*) e mangás, assistir animes, dança e a arte no geral.

Coluna "Doki Doki" é publicada aqui de 15 em 15 dias , não percam!!!

 
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